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Associação de Macau quer IA como “assistente” e não substituto

A nova Associação de Desenvolvimento de Inteligência Artificial da Grande Baía quer fazer de Macau uma plataforma de ligação à região e ao mundo, defendendo que a IA deve ser “assistente” das pessoas e das empresas, não substituto

Plataforma - Macau

A Associação de Desenvolvimento de Inteligência Artificial da Grande Baía de Macau foi oficialmente inaugurada no dia 5 de junho, em Macau, com a ambição de transformar a cidade numa plataforma de ligação entre a Grande Baía e o desenvolvimento global da inteligência artificial.

A nova associação defende uma visão assente na ideia de que a IA deve funcionar como “assistente humano”, ajudando empresas, trabalhadores e instituições a aumentar produtividade, eficiência e capacidade de inovação.

A cerimónia de inauguração decorreu em simultâneo com a primeira Assembleia Geral da associação e contou com representantes de vários serviços públicos e entidades locais, entre os quais Kevin Ho, deputado à Assembleia Popular Nacional por Macau; Lao Lan Wa, directora interina dos Correios e Telecomunicações; Wong Ka Ki, subdirector dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude; Chan Chou Weng, subdirector dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, entre outros.

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Na sessão, Joe Liu, presidente da associação, afirmou que o valor da tecnologia “nunca esteve na tecnologia em si”, mas na forma como melhora a vida, o trabalho e a aprendizagem das pessoas. Para o responsável, a chegada da inteligência artificial não deve ser encarada como uma ameaça ao papel humano, mas como uma ferramenta capaz de apoiar a estabilidade, a qualificação e o crescimento.

A associação assume como missão estar “enraizada em Macau, ligada à Grande Baía e aberta ao futuro global da IA”. O objetivo é alinhar o trabalho da nova estrutura com as estratégias nacionais de reforço da ciência e tecnologia e de promoção do desenvolvimento de alta qualidade, apostando sobretudo em três áreas: literacia em inteligência artificial, formação de talento especializado e integração da IA nas empresas locais.

A nova entidade pretende criar uma plataforma de intercâmbio de talento na área da inteligência artificial, apoiar a educação e formação nesta área e ajudar as empresas de Macau a incorporar ferramentas de IA nas suas operações diárias e nos processos de negócio. A ambição passa por tornar a inteligência artificial num motor de produtividade empresarial, com a ideia de “um assistente de IA para todos”.

A associação quer também tirar partido do posicionamento de Macau como plataforma de ligação entre a China e o exterior, aprofundando a cooperação com instituições da Grande Baía e organizações internacionais. O objetivo é facilitar a circulação transfronteiriça de tecnologia, talento e recursos industriais ligados à inteligência artificial.

Empresas no centro da estratégia

Para acelerar a aplicação prática da IA no tecido empresarial local, a Associação de Desenvolvimento de Inteligência Artificial da Grande Baía de Macau estabeleceu uma parceria estratégica com a Associação Industrial e Comercial de Macau. A colaboração prevê a prestação de serviços especializados de transformação digital e integração de IA dirigidos a micro, pequenas, médias e grandes empresas.

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Kevin Ho, também presidente da Associação Industrial e Comercial de Macau e presidente honorário da nova associação, defendeu que a inteligência artificial deixará de ser uma vantagem exclusiva das grandes tecnológicas. Segundo o responsável, a IA passará a ser uma força essencial para que as empresas de Macau aumentem a eficiência operacional, criem valor concreto e encontrem novas oportunidades de crescimento.

No mesmo dia, a associação organizou o primeiro Fórum sobre Inteligência Artificial, reunindo especialistas da indústria provenientes da Grande Baía. O encontro centrou-se na aplicação prática de agentes de IA no contexto empresarial, abordando temas como educação de base, usos tecnológicos e evolução das indústrias.

A nova associação afirma que pretende usar Macau como ponto de partida para reforçar a ligação à Grande Baía e ao mercado global, agregando talento, tecnologia e recursos industriais. A meta é contribuir para que Macau se torne um centro relevante de inovação, intercâmbio e aplicação de inteligência artificial.

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