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China e EUA retomam diálogo militar para reduzir riscos de incidentes no mar e no ar

Responsáveis militares da China e dos Estados Unidos reuniram-se no Havai para discutir segurança marítima e aérea, num esforço para reforçar os canais de comunicação entre as duas forças armadas e reduzir o risco de incidentes num momento de crescente competição estratégica entre as duas potências

Lusa - China

Dirigentes militares da China e dos Estados Unidos realizaram uma reunião do grupo de trabalho do Mecanismo de Consulta sobre Segurança Militar Marítima no arquipélago norte-americano do Havai, informou o Ministério da Defesa chinês.

O ministério anunciou na segunda-feira (1) que, no encontro, que decorreu quinta e sexta-feira, ambos os lados trocaram informações, de uma forma descrita como franca e construtiva, sobre a situação da segurança marítima e aérea dos dois países.

A China sublinhou que a reunião tomou como ponto de referência o “importante consenso” alcançado num encontro entre os líderes dos dois países, durante a visita de Donald Trump a Pequim, em maio.

O ministério disse que a meta é construir uma “relação de estabilidade estratégica construtiva entre a China e os EUA”, uma fórmula apresentada por Pequim como uma nova estrutura para orientar a relação bilateral nos próximos anos.

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Esta expressão, discutida pelo líder chinês, Xi Jinping, e por Trump em Pequim, procura gerir a rivalidade entre as duas potências com base na cooperação, numa competição descrita como moderada, na gestão das diferenças e numa paz duradoura, de acordo com a formulação divulgada na altura pela imprensa estatal chinesa.

Na reunião no Havai, ambas as delegações avaliaram a implementação das “normas de conduta para encontros seguros” entre as forças navais e aéreas chinesas e norte-americanas desde a reunião anterior do mecanismo, realizada em 2025, e discutiram medidas para melhorar a segurança militar marítima.

As partes concordaram que a comunicação eficaz entre as duas forças armadas ajuda as unidades da linha da frente a executar as suas missões com mais profissionalismo, aumenta o entendimento mútuo e “evita mal-entendidos”, segundo a declaração chinesa.

Pequim acrescentou, no entanto, que se opõe “de forma firme” a qualquer violação da soberania e segurança chinesas sob o pretexto de liberdade de navegação ou de sobrevoo, bem como a atos que descreveu como de provocação e assédio contra a China.

O contacto ocorreu numa altura em que decorreu o Diálogo de Shangri-La em Singapura, ao qual o ministro da Defesa chinês, Dong Jun, não compareceu, pelo segundo ano consecutivo, ao contrário do homólogo norte-americano, Pete Hegseth.

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