Em declarações à Lusa, à margem da ConfCAQ 2026 – Conference on Cabin Air Quality, a decorrer no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, o presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, Hélder Santinhos, explicou que a estrutura sindical optou por se afastar, para já, do protesto convocado pelas centrais sindicais.
“A primeira greve geral foi oportuna. Marcámos uma posição, tanto os pilotos como os trabalhadores de todo o país, contra o pacote laboral”, afirmou. No entanto, acrescentou que a nova paralisação “não parece ter o timing mais adequado”, sublinhando ainda assim que o sindicato reserva o direito de avançar com futuras formas de luta.
Segundo Hélder Santinhos, as alterações entretanto introduzidas pelo Governo na proposta de revisão da legislação laboral “não são suficientes” para merecer o acordo do SPAC.
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Em sentido oposto, os associados do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil aprovaram a adesão à greve geral.
A paralisação foi convocada pela CGTP, que entregou um pré-aviso de greve para 3 de junho, após o fim das negociações com o Governo sem acordo na Concertação Social.
O Executivo já aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da legislação laboral, que será agora discutida no parlamento. O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, uma semana depois de o Governo ter dado por encerrado o processo negocial.