A operação, que decorreu durante dois meses, envolveu mais de 3.200 agentes das autoridades de Hong Kong e Macau, além de Brunei, Canadá, Indonésia, Maldivas, Malásia, Singapura, Coreia do Sul e Tailândia.
A ação permitiu desmantelar redes criminosas transfronteiriças responsáveis por mais de 138 mil burlas, recorrendo a esquemas relacionados com compras online, ofertas de emprego e falsos projetos de investimento, segundo a Polícia de Hong Kong.
As autoridades indicaram que os crimes provocaram prejuízos totais de cerca de 752 milhões de dólares norte-americanos (647 milhões de euros) às vítimas.
Só em Hong Kong foram detidos 870 suspeitos, com idades entre os 13 e os 83 anos, ligados a 742 casos distintos. A polícia local conseguiu ainda intercetar 539 milhões de dólares de Hong Kong (59 milhões de euros) em fundos desviados.
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A operação levou também ao congelamento de mais de 100 mil contas bancárias, numa tentativa de travar a circulação de dinheiro ilícito.
A Polícia de Hong Kong apelou ao reforço da cooperação e da partilha de informações entre autoridades internacionais, alertando para o aumento do branqueamento de capitais através de plataformas de negociação de ativos digitais.