Segundo a governante, entre os cinco cidadãos franceses repatriados e colocados em isolamento em Paris, o estado de saúde de uma mulher agravou-se durante a noite, tendo os testes laboratoriais confirmado a infeção. As declarações foram feitas à rádio France Inter.
Na sequência do caso, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, agendou para esta segunda-feira uma reunião dedicada à situação.
Entretanto, foi também confirmado que um dos 17 cidadãos dos Estados Unidos retirados do navio testou positivo ao hantavírus, apesar de não apresentar sintomas, de acordo com as autoridades de saúde norte-americanas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou no domingo a recomendação de 42 dias de quarentena, com seguimento ativo, para passageiros e tripulantes que estiveram a bordo do MV Hondius, esclarecendo, contudo, que a decisão final cabe a cada país. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhou que se trata de uma orientação e não de uma imposição.
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Está previsto para hoje o desembarque e repatriamento de mais 24 pessoas com destino à Austrália e aos Países Baixos. O navio seguirá posteriormente para os Países Baixos, onde se encontra registado, mantendo a bordo parte da tripulação.
Até ao momento, a OMS confirmou seis casos de infeção entre oito suspeitos associados ao navio, que realizava uma viagem com origem na Argentina, pelo Atlântico Sul. Três pessoas morreram. Segundo a organização, nenhum dos doentes ou casos suspeitos se encontrava a bordo quando o navio chegou às Canárias, no passado fim de semana, situação que motivou um alerta sanitário internacional.
O hantavírus transmite-se geralmente através do contacto com roedores infetados. A variante identificada no MV Hondius, o hantavírus Andes, é rara e pode, em alguns casos, ser transmitida de pessoa para pessoa. Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma gripe, incluindo tosse, fadiga e dores musculares ou de cabeça, podendo a doença evoluir para formas pulmonares ou renais.