O presidente da Assembleia-Geral da associação, Rui Pedro Cunha, sublinhou à Lusa que a intenção original da associação é “construir uma plataforma regular de intercâmbio e cooperação para empresários de Macau, dos Países de Língua Portuguesa e de língua espanhola”.
Segundo Cunha, com uma “população combinada de mais de 800 milhões de pessoas”, os Países de Língua Portuguesa e espanhola abrangem quatro continentes e representam “mercados ricos em recursos, talento e oportunidades”.
A organização vai “acompanhar de perto o posicionamento estratégico de Macau como plataforma de cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa” e identificar necessidades dos empreendedores para “ajudar a fazer a ligação de recursos entre a Grande Baía, Macau, os Países de Língua Portuguesa e de língua espanhola”.
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Rui Pedro Cunha acrescentou que Macau dispõe de vantagens únicas, como “a integração entre culturas chinesa e ocidental, sistema jurídico bilingue, redes empresariais internacionais e um ambiente de negócios aberto ao exterior”.
Ao mesmo tempo, a associação vai realizar encontros económicos e comerciais, visitas empresariais e fóruns setoriais, para “construir pontes para empresas de ambos os lados e abrir canais de cooperação no comércio, investimento, turismo cultural e indústria de exposições”.
O Governo da China definiu em 2003 Macau como uma ponte entre o país e os Países de Língua Portuguesa, papel que foi expandido pelo novo líder do Governo da Região, Sam Hou Fai, para englobar também os 21 países de língua espanhola.
Em abril, durante a primeira visita ao estrangeiro desde que tomou posse, Sam Hou Fai passou por Portugal e por Madrid, cidade onde assinou 43 acordos de cooperação em áreas como a tecnologia e desporto.
O Chefe do Executivo fez ainda questão de realçar que Macau quer aproveitar a plataforma sino-lusófona para se expandir também a Espanha e aos mercados de língua espanhola.
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O secretário-geral da associação, Alan Ho Hoi Meng, afirmou à Lusa que a organização vai centrar-se em prioridades como “o reforço dos serviços aos membros, o fortalecimento da correspondência de recursos de alto nível e a apresentação de recomendações de políticas”.
Alan Ho destacou que a associação irá expandir ativamente a rede de cooperação com associações empresariais na China continental, bem como nos Países de Língua Portuguesa e espanhola, para fortalecer “intercâmbios económicos e comerciais transfronteiriços” e facilitando fluxos de investimento.
Ao mesmo tempo, será criado “um sistema de atração e serviços empresariais de orientação internacional, de balcão único, para apoiar empresas estrangeiras a estabelecer operações em Macau e Hengqin e expandir para o mercado da Grande Baía”.
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Os planos de integração e cooperação existentes de Macau com a província de Guangdong e a zona económica especial de Hengqin, estabelecida para ajudar a diversificação económica da cidade, oferecem também uma via para a entrada das empresas dos países de língua espanhola na China.
Um centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola, por exemplo, foi inaugurado em Hengqin em 2025.
Alan Ho concluiu que a associação vai também “organizar empresas para irem para o exterior de forma coordenada” e reforçar mecanismos de formação transfronteiriça e de gestão de riscos.
O mesmo grupo quer acolher uma série de eventos “internacionais emblemáticos” de economia e comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa e espanhola.