Para muitas empresas globais, a questão já não é se devem permanecer na China, mas sim como operar num mercado definido tanto pela geopolítica quanto pelo crescimento. Numa conferência organizada em Hong Kong pela AmCham local, representantes empresariais e governamentais chineses e americanos reuniram-se para debater como a relação tensa entre as duas superpotências tem evoluído e impactado a economia mundial.
“Não há alternativa senão permanecer… este é um mercado muito grande”, afirmou Tao Wang, diretora-geral da UBS, ao descrever o dilema que as empresas multinacionais enfrentam. Embora as tensões entre Washington e Pequim estejam a obrigar as empresas a repensar as cadeias de abastecimento e a exposição, ela salientou que a retirada total raramente é uma opção realista, especialmente para as indústrias europeias orientadas para a exportação.