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Fundação Coca-Cola apoia vítimas das cheias em Moçambique

A Fundação Coca-Cola disponibilizou hoje (22) 350 mil dólares (297,9 mil euros) para apoiar vítimas das cheias em Moçambique, reforçando um apoio anterior de 85 mil euros em ajuda humanitária para assistência urgente às comunidades afetadas

Lusa

O financiamento será canalizado através da organização humanitária CARE (Cooperative for Assistance and Relief Everywhere) e complementa uma intervenção já em curso da Coca-Cola Beverages Africa (CCBA) no país, que incluiu o fornecimento de água potável e bens essenciais, refere a instituição num comunicado hoje divulgado.

“Os fenómenos meteorológicos extremos continuam a exercer uma pressão significativa sobre as comunidades mais vulneráveis”, disse a diretora de Assuntos Públicos, Comunicação e Sustentabilidade da CCBA, Layla Jeevanantham, citada no comunicado.

Os fundos destinam-se a responder às necessidades humanitárias imediatas e apoiar as primeiras fases de recuperação, com enfoque no acesso à água potável, saneamento, higiene e bens de primeira necessidade, segundo Layla Jeevanantham.

A responsável acrescentou que a intervenção visa estabilizar os agregados familiares afetados e garantir uma resposta rápida e coordenada no terreno, em articulação com parceiros humanitários.

Leia também: Unicef alerta para múltiplos desafios no apoio pós-cheias em Moçambique

O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique ascende a 311, com 1,07 milhões de pessoas afetadas, desde outubro, 24.229 casas parcialmente destruídas, 11.996 totalmente destruídas e 209.219 inundadas, com um total de 304 unidades de saúde afetadas em menos de seis meses, segundo a última atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 715.803 pessoas, com algumas zonas do sul a registarem nos últimos dias uma nova vaga de inundações.

Os dados do INGD indicam ainda que 320.426 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afetando 373.241 agricultores, e 531.657 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

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