“Sempre muito distraído” na escola, Dinis estava no quarto ano quando os pais decidiram levá-lo a um psicólogo para ver se tinha défice de atenção, mas foi só um ano depois, já no 5.º ano de escolaridade, que descobriu que estava no espectro do autismo. “Eu tinha um colega que estava sempre a chamar-me autista e eu não sabia o que é que isso era. Então eu perguntei ao meu pai: ‘Pai, eu sou autista?’ E ele disse que ‘sim'”, conta.
Aconteceu tudo de forma “muito natural”, acrescenta o pai de Dinis, Nelson Rocha, durante esta conversa, onde partilha que também a ansiedade foi um sinal de alerta. O diagnóstico de autismo acabou por ser confirmado, sendo que a partir daí a única coisa que mudou foi para melhor. Os pais começaram “a perceber melhor as características que o Dinis tem” e o que é que podiam fazer para o ajudar.