Início » “Pai, eu sou autista?”: a pergunta que não deve assustar e torna o espectro numa aprendizagem mútua

“Pai, eu sou autista?”: a pergunta que não deve assustar e torna o espectro numa aprendizagem mútua

"Pai, eu sou autista?" Foi a pergunta que abriu um novo caminho na vida de Dinis Rocha, muito mais do que um jovem com milhares de seguidores nas redes sociais. Também conhecido como "o mini-biólogo", Dinis decidiu transformar um transtorno numa "missão pedagógica" e "muito nobre". Em entrevista à TSF, no mês da consciencialização para o autismo, o jovem de 13 anos partilha como descobriu que estava no espectro, enquanto a família recorda o processo de diagnóstico como um momento de naturalidade: "Nós pais também tivemos durante muito tempo acompanhamento por psicólogos para nos ajudar a ajudar o Dinis."

“Sempre muito distraído” na escola, Dinis estava no quarto ano quando os pais decidiram levá-lo a um psicólogo para ver se tinha défice de atenção, mas foi só um ano depois, já no 5.º ano de escolaridade, que descobriu que estava no espectro do autismo. “Eu tinha um colega que estava sempre a chamar-me autista e eu não sabia o que é que isso era. Então eu perguntei ao meu pai: ‘Pai, eu sou autista?’ E ele disse que ‘sim'”, conta.

Aconteceu tudo de forma “muito natural”, acrescenta o pai de Dinis, Nelson Rocha, durante esta conversa, onde partilha que também a ansiedade foi um sinal de alerta. O diagnóstico de autismo acabou por ser confirmado, sendo que a partir daí a única coisa que mudou foi para melhor. Os pais começaram “a perceber melhor as características que o Dinis tem” e o que é que podiam fazer para o ajudar.

Leia mais em TSF

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!