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Governo de Macau alvo de quatro milhões de ciberataques por mês

O Governo da Região Administrativa Especial de Macau apontou que o seu centro de computação em nuvem repele, em média, mais de quatro milhões de ciberataques todos os meses

Lusa - Macau

Numa resposta a perguntas do deputado Vong Hou Piu sobre o atual uso de inteligência artificial (IA) na melhoria da eficiência da administração pública, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) confirmou que, apesar do elevado volume de ataques cibernéticos registado ao longo de 2025, não ocorreu até à data qualquer incidente de segurança.

As autoridades da cidade atribuíram este registo de defesa a uma “equipa de monitorização dedicada” e a um “rigoroso regime de gestão de segurança”, concebido para proteger a infraestrutura eletrónica e os dados sensíveis de Macau.

O Governo tem acelerado a integração da IA nas operações internas, com os SAFP a iniciar testes de uma plataforma em grande escala para agilizar tarefas administrativas como a análise de dados, o processamento de documentos e a redação de atas de reuniões.

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Para mitigar os riscos associados a esta nova tecnologia, os SAFP sublinharam que a plataforma de IA está alojada no Centro de Computação em Nuvem do Governo e é de uso exclusivamente interno.

“Os SAFP continuarão a monitorizar os riscos de ciberataques, respondendo atempadamente e reforçando as capacidades de deteção e bloqueio de intrusões”, afirmaram os serviços, salientando que a cibersegurança continua a ser um pilar da estratégia de governação eletrónica do Executivo.

As autoridades acrescentaram que o impulso para a modernização deverá também transformar o pessoal da função pública, com os futuros processos de recrutamento que poderão ser atualizados para incluir a proficiência em IA como critério de seleção.

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“No âmbito do regime atual, os júris de concurso têm a discricionariedade de ponderar conhecimentos de tecnologia de IA em provas e entrevistas, garantindo que os novos recrutas estão preparados para a transição digital”, indicaram.

O Governo defende que as atualizações tecnológicas são essenciais para melhorar a qualidade do serviço prestado e a eficiência do trabalho em todos os departamentos públicos.

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