O caso, investigado pela Comissão Nacional de Supervisão – principal órgão anticorrupção do Estado -, foi remetido ao Ministério Público, que decidiu acusar o antigo presidente da Câmara de Wuhan do crime de aceitação de subornos, segundo a Procuradoria Popular Suprema da China.
O processo foi atribuído à procuradoria da cidade de Shangqiu, no centro do país, que já apresentou a acusação formal, dando início à fase judicial.
Zhou terá utilizado os cargos que ocupou ao longo da carreira, incluindo em governos locais da província de Hubei e na administração provincial, para favorecer terceiros em troca de benefícios ilegais, segundo a acusação.
As autoridades sustentam que o ex-dirigente recorreu tanto às suas funções diretas como à influência associada aos cargos para obter vantagens indevidas, acrescentando que o montante dos subornos foi “especialmente elevado”.
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Zhou, que também foi vice-presidente do órgão consultivo provincial de Hubei, estava sob investigação desde julho do ano passado por “graves violações da disciplina e da lei”, expressão comummente utilizada na China para designar casos de corrupção.
Em fevereiro de 2020, ainda como presidente da câmara de Wuhan, o responsável admitiu que as autoridades locais demoraram a divulgar informações sobre o surto de covid-19, alegando necessidade de aprovação de instâncias superiores.
Apesar disso, manteve-se no cargo até ao início de 2021, ao contrário de outros dirigentes locais afastados devido à gestão das primeiras semanas da pandemia.
Desde que chegou ao poder em 2012, o Presidente chinês, Xi Jinping, tem promovido uma ampla campanha anticorrupção que atingiu responsáveis de vários níveis e dirigentes de empresas estatais. A campanha, considerada uma das principais marcas do mandato de Xi, revelou vários casos de corrupção.