“A atual deterioração do ambiente de segurança constitui um desafio relevante para o tratado, à medida que a crise de proliferação se aprofunda e se intensifica”, indicou a Aliança Atlântica em comunicado, sublinhando que o acordo tem conseguido travar a disseminação do uso deste tipo de armamento e que é “essencial para a arquitetura global de desarmamento”.
Nesse sentido, a NATO acusou a Rússia de “violar os compromissos vitais em matéria de controlo de armamentos” e de recorrer a uma “retórica nuclear ameaçadora” e apontou que a China “continua a expandir rapidamente e a diversificar o seu arsenal nuclear sem transparência”.
“Os dois países reforçaram os laços com Estados que procuram a proliferação de armamento nuclear e que minam o controlo internacional de armamentos. Os aliados instam os Estados Unidos a procurarem uma estabilidade estratégica multilateral”, refere o texto, que sublinha que “enquanto existirem este tipo de armas, a NATO continuará a ser uma aliança nuclear”.
“O objetivo fundamental das capacidades nucleares da NATO é preservar a paz, evitar a coerção e dissuadir a agressão. Os aliados sempre cumpriram as suas obrigações ao abrigo do tratado e continuam a fazê-lo. Os compromissos da Aliança para evitar a proliferação tornaram-se cruciais e um dos principais objetivos do tratado”, acrescentou.
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Nesse sentido, os aliados reiteraram a rejeição de “qualquer tentativa de deslegitimar a dissuasão nuclear” e insistiram que o acordo não altera “as obrigações legais dos países relativamente a estes armamentos”. “Estamos determinados a contribuir, a preservar e a implementar plenamente as disposições do tratado”, indicou.
“Os aliados continuam a apoiar todos os objetivos do tratado, incluindo o artigo VI, com vista a um processo verificável de eliminação de armas nucleares baseado no princípio de uma segurança inalterada para todos”, conclui o comunicado da NATO.