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Exposição “As Artes Estão na Rua!” em Macau revisita a criação artística do 25 de Abril

A exposição “AS ARTES ESTÃO NA RUA! | PORTUGAL 1974-1978” assinala os 50 anos do 25 de Abril em Macau, propondo um olhar sobre a relação entre as artes, o espaço público e a cidadania, com entrada gratuita no Jardim do Consulado-Geral.

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No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, o Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o Instituto Português do Oriente (IPOR) apresentam a exposição “AS ARTES ESTÃO NA RUA! | PORTUGAL 1974-1978”.

A mostra encerra o ciclo comemorativo iniciado a 23 de março de 2023, que se prolonga até dezembro de 2026, ano em que se assinalam, entre outros marcos, os 50 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa e do ciclo eleitoral de 1976.

Com curadoria de Margarida Brito Alves e Cristina Pratas Cruzeiro, a exposição parte do repertório imagético e artístico produzido no período revolucionário português, entre 1974 e 1978, para construir uma narrativa centrada na relação entre as artes e o espaço público.

O projeto destaca esse espaço como lugar de exercício da cidadania, da educação e da participação.

A revolução de 25 de Abril de 1974 impulsionou uma produção artística e cultural intensa em vários domínios. Na sua sequência, surgiram trabalhos em suportes mais tradicionais, como pintura, escultura e fotografia, mas também em meios considerados mais experimentais, como performance, vídeo e formatos multimédia.

Neste contexto, vários artistas integraram organismos governamentais e colaboraram em iniciativas de apoio ao processo revolucionário, incluindo murais no espaço público, cartazes e outros materiais gráficos.

Paralelamente, consolidaram-se diversos coletivos artísticos, como o Grupo Cores, Grupo ACRE, Grupo Puzzle, Grupo 5+1, Grupo Vermelho, Grupo IF – Ideia e Forma, Grupo 8 e Grupo 42, que vieram questionar as fronteiras entre o individual e o coletivo, o público e o privado, o artístico e o político.

Perante a interrupção, e em alguns casos suspensão, dos circuitos culturais instituídos, a rua assumiu-se como espaço privilegiado para a prática artística.

É essa relação entre artes e espaço público que a exposição desenvolve através de cinco núcleos temáticos: Celebração, Cooperação, Participação, Comunicação e Dissensão.

A exposição, uma criação inédita do IPOR, inspirada e assessorada pela conselheira do Conselho Consultivo da área consular de Macau Catarina Cortesão Terra, estará aberta ao público de forma gratuita no Jardim do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, entre 12 de abril e 30 de junho.

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