A operadora angolana Unitel continua a registar falhas nos serviços de voz, dados móveis e internet, vários dias depois do ataque cibernético que afetou a infraestrutura da empresa. Apesar da reposição gradual anunciada pela operadora, muitos clientes continuam a relatar dificuldades no acesso às comunicações em diferentes províncias do país.
A interrupção dos serviços, iniciada na madrugada de 28 de julho, afetou milhões de utilizadores e provocou constrangimentos em diversos setores da economia angolana, incluindo empresas, instituições públicas, bancos e plataformas de pagamentos eletrónicos.
Segundo relatos recolhidos pela imprensa angolana, continuam a verificar-se falhas nas chamadas telefónicas, no acesso à internet móvel e em aplicações digitais dependentes da rede da Unitel, considerada a maior operadora de telecomunicações de Angola.
O economista Paulo Forquilha considera que o impacto da indisponibilidade ultrapassa largamente uma simples falha técnica. “A Unitel continua a ser a maior operadora móvel do país, suportando as comunicações de famílias, bancos, comércio eletrónico e serviços públicos. Quando uma empresa desta dimensão sofre uma indisponibilidade de nível nacional, o impacto deixa de ser apenas empresarial e assume proporções económicas e sociais severas.”
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Entre os setores mais afetados estão o comércio, a banca e os serviços digitais. Muitas empresas têm enfrentado dificuldades para comunicar com clientes, emitir faturas, coordenar operações logísticas e processar pagamentos eletrónicos. Também a carteira digital Unitel Money registou perturbações durante a falha da rede.
Paulo Forquilha defende ainda que o incidente reforça a necessidade de investimentos em cibersegurança. “Uma empresa cotada na Bolsa de Valores não vende apenas serviços de voz e dados; vende confiança. Incidentes desta magnitude exigem respostas rápidas e investimentos robustos em cibersegurança.”
Nas redes sociais, clientes continuam a relatar dificuldades no acesso aos serviços, apesar da recuperação parcial anunciada pela operadora.
A Unitel atribuiu a falha a um ataque cibernético e garante que as equipas técnicas continuam a trabalhar para normalizar totalmente a rede. Até ao momento, a empresa não avançou com uma data para a reposição integral dos serviços.