A iniciativa foi divulgada durante a visita de Estado de Al Nahyan a Pequim, na China, e surge no contexto da escalada de instabilidade na região, na sequência da ofensiva lançada pelos Estados Unidos da América e por Israel a 28 de fevereiro.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, a proposta de Pequim assenta em quatro princípios centrais: promoção da coexistência pacífica, respeito pela soberania dos Estados, cumprimento do direito internacional e reforço da coordenação regional em matéria de segurança.
Leia mais: Irão: Rússia e China vetam proposta da ONU e anunciam alternativa
A iniciativa diplomática surge num momento em que a China intensifica o seu papel como mediador em crises internacionais, enquanto a região do Golfo continua a enfrentar forte instabilidade geopolítica, com especial incidência no estratégico estreito de Ormuz.
Pequim tem criticado abertamente as recentes decisões norte-americanas na região, incluindo o bloqueio anunciado por Washington ao tráfego associado ao Irão, classificando a medida como “perigosa e irresponsável”. A liderança chinesa alerta que tais ações podem agravar significativamente as tensões regionais e comprometer a segurança energética global.