Em entrevista ao canal de notícias MS NOW, Brennan afirmou que Trump “está claramente fora de si” e sustentou que a 25.ª emenda — aprovada em 1967 — “foi escrita a pensar nele”. Este mecanismo constitucional permite que o vice-presidente e a maioria dos membros do Governo declarem o chefe de Estado “incapaz de exercer os poderes e cumprir os deveres do cargo”.
As declarações surgem num contexto de crescente contestação política ao discurso do presidente norte-americano. Segundo uma contagem divulgada pela NBC News, já 70 congressistas democratas defenderam publicamente a evocação da 25.ª emenda, apontando para o tom autoritário e violento da retórica presidencial.
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Brennan, que liderou a agência de informações externas dos EUA entre 2013 e 2017, considerou que Trump representa “um risco excessivo” enquanto comandante-chefe, sublinhando o acesso do presidente ao arsenal nuclear norte-americano. O ex-diretor da CIA manifestou particular preocupação com declarações feitas por Trump a 7 de abril, quando afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” caso o Irão não cedesse a um ultimato, palavras que Brennan entende poderem sugerir a utilização de armas nucleares.
Apesar das críticas, a probabilidade de a 25.ª emenda ser acionada é considerada reduzida, uma vez que o vice-presidente, JD Vance, tem reiterado a sua lealdade à Administração Trump. Após o fracasso das negociações diplomáticas no sábado, analistas admitem que o tom do presidente norte-americano deverá manter-se inalterado nos próximos dias.