Trump acusou o pontífice de ser “fraco no combate ao crime e terrível para a política externa”, numa publicação na rede Truth Social, tendo depois reforçado, perante jornalistas, que “não é um grande fã” do Papa. O Presidente norte-americano criticou ainda as posições do líder da Igreja Católica sobre a guerra no Irão, considerando-as inadequadas e alinhadas com uma visão “muito liberal”.
Em resposta, o Papa afirmou aos jornalistas a bordo do avião que o transportava para Argélia, no âmbito de uma viagem de 11 dias a África, que não pretende entrar em confrontos políticos diretos com Trump, mas que continuará a defender uma mensagem de paz.
“Não tenho medo da administração Trump, nem de falar em voz alta sobre a mensagem do Evangelho, que é aquilo que acredito ser a minha missão e a missão da Igreja”, afirmou o pontífice, sublinhando que não vê o seu papel como político.
O Papa tem sido um crítico regular do conflito envolvendo o Irão, tendo anteriormente classificado como “inaceitável” a ameaça de Trump de destruir a civilização iraniana e apelado a uma solução diplomática para o conflito.
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As declarações de Trump surgiram durante a deslocação do Papa à África, a sua segunda grande viagem internacional desde a eleição, e incluíram também críticas pessoais ao pontífice, sugerindo mesmo que a sua eleição terá sido influenciada pelo facto de ser norte-americano.
O episódio é considerado incomum, uma vez que raramente um Papa responde diretamente a declarações de chefes de Estado, num contexto em que vivem nos Estados Unidos mais de 70 milhões de católicos, incluindo o vice-presidente JD Vance.
Apesar da tensão verbal, o Papa reiterou que não pretende prolongar o confronto: “Não quero entrar num debate com ele”, concluiu.