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“Fraco no combate ao crime”. Trump diz “não ser grande fã” do Papa Leão XIV (com vídeo)

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que “não é um grande fã” do Papa Leão XIV, reagindo ao apelo à paz feito pelo líder da Igreja Católica no contexto da guerra no Médio Oriente. As declarações foram feitas aos jornalistas na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland.

“O Papa Leão é uma pessoa muito liberal e não acredita em acabar com o crime”, disse Trump, acusando o pontífice de “brincar com um país que quer uma arma nuclear”, numa referência ao Irão. O Presidente norte-americano reiterou depois as críticas numa publicação na rede social Truth Social, onde escreveu que não quer “um Papa que ache que está tudo bem o Irão ter uma arma nuclear”, classificando Leão XIV como “FRACO no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”.

Trump acrescentou ainda que o Papa só foi eleito “porque era americano” e sugeriu que a escolha teve como objetivo lidar melhor com a sua presidência. “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, afirmou.

As declarações surgem após o Papa Leão XIV, de 70 anos, ter feito no sábado um forte apelo ao fim da violência, durante uma intervenção na Basílica de São Pedro, em Roma, onde pediu aos líderes mundiais que abandonassem a “idolatria do ego e do dinheiro” e colocassem termo à guerra.

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Mais tarde, Trump partilhou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que o retrata como Jesus Cristo, gesto semelhante a outras publicações anteriores, incluindo uma em que surge vestido de papa, partilhada por contas associadas à Casa Branca.

A Santa Sé e a administração norte-americana têm mantido divergências públicas, nomeadamente sobre a política de deportações em massa dos Estados Unidos — que o Papa classificou como “desumana” — e sobre o recurso à força militar no Médio Oriente. Em declarações recentes, o pontífice criticou duramente ameaças feitas por Trump contra o Irão, considerando-as “verdadeiramente inaceitáveis” e apelando ao regresso às negociações diplomáticas.

 

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