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Exportação de tabaco cresce 16% em Moçambique 

O valor da exportação de tabaco por Moçambique cresceu 16% em 2025, para 258,3 milhões de dólares (224,5 milhões de euros), segundo dados do banco central do país

Lusa

De acordo com um relatório do Banco de Moçambique, que detalha o comércio externo do país de janeiro a dezembro, este volume compara com 217,2 milhões de dólares (189 milhões de euros) de tabaco exportado em 2024 e 154,2 milhões de dólares (134 milhões de euros) exportado em 2023.

O tabaco é considerado umas das culturas de rendimento em Moçambique, que previa uma produção total de 72.380 toneladas em 2025 – contra 92.343 toneladas em 2024 -, resultante de uma área total 71.000 hectares de cultivo.

Num segundo relatório, este do Governo, sobre a execução orçamental de 2025, é referido que a divisão do tabaco em Moçambique atingiu os 7.255 milhões de meticais (98,7 milhões de euros) em termos do valor de produção, menos 4.1% face aos 7.567 milhões de meticais (103 milhões de euros) em 2024, sendo composta por duas empresas, a Mozambique Leaf Tobacco e Sociedade Agrícola de Tabaco.

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O Governo moçambicano alertou anteriormente para o impacto nas receitas com impostos pela “redução da produção nacional do tabaco com a saída da empresa BAT para a África do Sul”.

No ano agrícola de 2022-2023, Moçambique contava com uma área de cultivo de tabaco de 76.850 hectares, tendo produzido 65.856 toneladas, o que representou então uma queda de 15% face ao período homólogo anterior.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2023, referia que Moçambique contava com a oitava maior área de cultivo de tabaco do mundo.

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Com uma área disponível e cultivada com tabaco estimada pela OMS em 91.469 hectares, Moçambique era então o terceiro produtor na região africana, a seguir ao Zimbabué (112.770 hectares) e ao Maláui (100.962).

O Brasil, com a terceira maior área de cultivo, de 357.230 hectares, e Moçambique são as únicas nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) referenciados no relatório da OMS.

O documento identificava os 50 países com maior área de cultivo da planta, outrora classificada como medicinal e atualmente alvo de críticas e medidas políticas contra o uso massificado.

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