Macau volta a assumir, este mês, o papel de plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa na área das infraestruturas. A 17.ª edição do Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF) realiza-se entre 10 e 12 de junho, na Cotai Expo do The Venetian Macao, subordinada ao tema “Conectividade de Infra-estruturas com Capacitação Verde e Digital”.
Coorganizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) e pela Associação dos Construtores Civis Internacionais da China, o evento conta com a participação confirmada de mais de 3500 profissionais das esferas política e empresarial. A organização apresenta o IIICF como uma das principais plataformas internacionais do setor, com acreditação da Associação Global da Indústria de Exposições (UFI).
Desde que passou a realizar-se em Macau, em 2012, o fórum tem procurado reforçar o papel da cidade como “interlocutor de precisão” entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Ao longo das várias edições, o IIICF atraiu 60 convidados de nível ministerial oriundos de países lusófonos e contribuiu para a assinatura de acordos de cooperação avaliados em 19,5 mil milhões de dólares norte-americanos.
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Durante o mesmo período, foram realizados 13 fóruns e atividades paralelas dedicadas à cooperação sino-lusófona no domínio das infra-estruturas, com o objectivo de aproximar governos, empresas e entidades internacionais.
Índice aponta potencial lusófono
A partir de 2023, o IIICF passou também a publicar o “Relatório de Análise do Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas dos Países de Língua Portuguesa e dos Resultados de Macau na Participação nos Projectos de Construção Conjunta da Faixa e Rota”. O documento é apresentado como uma referência para identificar oportunidades de cooperação entre a China e os países lusófonos.
Segundo os dados citados pela organização, o índice geral de infraestruturas dos Países de Língua Portuguesa tem aumentado de forma constante há três anos consecutivos, sinalizando maior confiança do mercado e potencial de crescimento. No ranking dos nove países lusófonos analisados, o Brasil ocupa o primeiro lugar, enquanto Portugal e Angola registam uma procura crescente nas áreas da transição energética e da actualização dos transportes.
Com base no posicionamento de Macau como plataforma sino-lusófona, o IIICF tem procurado aproximar oferta e procura em projetos concretos. Entre os exemplos apontados estão uma ponte marítima no Brasil, um parque industrial em Angola, projetos de habitação social, transporte e base logística em Moçambique, e infraestruturas de água potável em Timor-Leste.
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A organização defende que este modelo tem criado um ciclo de cooperação assente em “análise de índices + capacitação pelo fórum + concretização de projectos”, reforçando a influência do evento na cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Verde e digital
A edição deste ano aposta num modelo que combina fórum, exposição e negociação. Estão previstas mais de 250 actividades temáticas e complementares, incluindo o lançamento do relatório de 2026 sobre o índice de desenvolvimento de infraestruturas dos países lusófonos e os resultados de Macau na participação nos projectos “Uma Faixa, Uma Rota”.
Entre os eventos previstos está também o 12.º Fórum de Cooperação em Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que deverá voltar a colocar em destaque o papel de Macau como ponto de ligação entre empresas chinesas, governos lusófonos e projetos internacionais.
A componente expositiva ocupará 8000 metros quadrados e deverá destacar áreas como desenvolvimento verde e de baixo carbono, inovação digital e soluções inteligentes aplicadas às infraestruturas. A organização pretende ainda promover a cooperação de alta qualidade entre a China e os países lusófonos, mas também projetar a nível global a marca “Construído pela China”.