O ex-presidente de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca disse hoje (3) à Lusa que deseja sucesso ao novo Governo, que venceu as eleições no dia 17 de maio, desejando que “o país se desenvolva e progrida”. Pode ser dividido da seguinte forma:
“Independentemente da maior ou menor simpatia pelo novo Governo (…), como antigo presidente, uma pessoa que está na política desde os 17 anos, o que eu quero é que o país se desenvolva e progrida”, disse à Lusa.
À margem do 14.º Fórum de Lisboa, na Aula Magna, acrescentou que deseja que “haja mais desenvolvimento cultural, haja reforço da democracia e que continuemos a ser uma referência democrática”. O encontro decorre até quarta-feira e reúne altos representantes dos setores judicial, político e económico do Brasil, de Portugal e de outros países.
O Presidente de Cabo Verde entre 2011 e 2021, apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD), viu o partido que o apoiou ser derrotado nas eleições legislativas pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
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“Foi mais uma vitória da democracia em Cabo Verde. Foi mais uma alternância política e pacífica”, destacou o ex-Chefe de Estado cabo-verdiano. “Estabilidade política, estabilidade institucional, progresso político. É isso que eu posso augurar para o meu país”, sublinhou.
O atual Presidente cabo-verdiano conta indigitar na quarta-feira o novo primeiro-ministro do arquipélago, na sequência das eleições legislativas de 17 de maio em que o PAICV de Francisco Carvalho reconquistou o poder. “Receberei os partidos políticos com assento parlamentar e devo, na sequência, ainda amanhã, indigitar o novo primeiro-ministro”, referiu José Maria Neves, hoje, aos jornalistas, à margem de uma visita na cidade da Praia.
Sobre a mudança de poder, após 10 anos entregue ao Movimento para a Democracia (MpD), acredita que, “com certeza, será uma transição pacífica, é tradição aqui em Cabo Verde”.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) cabo-verdiana procedeu na sexta-feira à proclamação dos resultados das legislativas, confirmando a maioria absoluta do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), com 37 dos 72 deputados da Assembleia Nacional.
Na próxima legislatura para cinco anos, o MpD terá 33 deputados, enquanto a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) terá dois deputados.
O ato eleitoral registou uma abstenção recorde, com mais de metade dos eleitores inscritos a preferirem ficar longe das urnas (taxa de abstenção de 53.5%). O novo parlamento vai ser composto por 38 homens e 34 mulheres.
A publicação dos resultados definitivos desencadeou os prazos para os passos seguintes, ou seja, para o Presidente da República ouvir os partidos políticos e para, num prazo de 20 dias, o novo parlamento fazer a primeira reunião.