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Transportes suspensos e serviços mínimos em vigor. Onde a greve está a parar o país — e até quando

A greve geral de 3 de junho em Portugal está a provocar fortes perturbações nos transportes e em muitos serviços públicos, com vários setores a serem atingidos pela paralisação convocada pela CGTP contra as propostas de alteração à legislação laboral.

Os efeitos da greve começaram a sentir-se ainda na noite de terça-feira, com a circulação do Metro de Lisboa a ser suspensa a partir das 23h00 e sem serviços previstos ao longo do dia de quarta-feira — o metro não entrou nos serviços mínimos decretados, deixando muitos utentes sem alternativa de mobilidade urbana.

Os comboios da CP – Comboios de Portugal estão a funcionar apenas com 25% de serviços mínimos garantidos por decisão de tribunal de arbitragem, incluindo corredores Alfa Pendular, Intercidades e ligações urbanas em Lisboa, Porto e Coimbra, mas com muitos horários cancelados ou fortemente reduzidos.

Na capital, a operação da Carris também está condicionada: algumas carreiras funcionam apenas em períodos de ponta, enquanto outras estão paralisadas, apesar de serviços mínimos terem sido fixados para linhas que servem hospitais e escolas.
Outros modos de transporte, como barcos da Transtejo/Soflusa, enfrentam restrições similares, com percentagens reduzidas de carreiras autorizadas entre manhã e final da tarde.

Leia mais: Greve geral em Portugal atinge transportes, escolas e serviços públicos. O que ainda não se sabe sobre a adesão e efeitos reais

No setor aéreo, a greve também está a refletir-se em alterações de voos, com companhias a operar apenas rotas essenciais e dentro dos serviços mínimos permitidos, o que poderá levar ao cancelamento de centenas de ligações — um cenário semelhante ao que se verificou em greves passadas, durante as quais cerca de 400 voos foram cancelados.

A greve geral, que já provocou o encerramento de escolas, a redução de consultas e cirurgias e o adiamento de serviços administrativos, destaca-se pela amplitude do seu impacto, com reflexos diretos na mobilidade e no dia a dia de milhões de cidadãos em todo o país.

Resumo dos principais efeitos nos transportes:
  • Metro de Lisboa: totalmente suspenso ao longo de quarta-feira.
  • Comboios CP: circulação com cerca de 25% de serviços mínimos.
  • Carris (Lisboa): serviços mínimos em carreiras selecionadas.
  • Transtejo/Soflusa: 25% das carreiras em horários de ponta.Aviação: voos limitados aos serviços mínimos, com impacto significativo nos aeroportos.

A previsão é a de que estes efeitos se estendam para além de quarta-feira, com perturbações a poderem continuar até quinta-feira, tanto no transporte como noutros serviços públicos e privados.

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