Numa mensagem publicada na rede social X, depois de participar num encontro internacional realizado em formato virtual, o chefe da diplomacia portuguesa reconheceu “as graves consequências do bloqueio e a necessidade de promover coletivamente a liberdade de navegação”.
“É importante garantir a segurança e libertação dos tripulantes e navios retidos, bem como avançar com medidas que assegurem a liberdade de navegação tanto no curto como no médio e longo prazo”, sublinhou Paulo Rangel.
O ministro acrescentou que Portugal “continuará a trabalhar nesta como noutras plataformas multilaterais para contribuir para a desescalada e o fim do conflito, com vista à reposição da paz e da estabilidade na região e também no comércio mundial”.
Portugal esteve entre mais de 40 países representados na reunião internacional dedicada à discussão de medidas diplomáticas e políticas para levantar o bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do comércio energético global.
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Na abertura do encontro, a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, que presidiu à reunião, salientou a “necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional”.
Segundo Yvette Cooper, a agenda incluiu “medidas diplomáticas e de planeamento internacional”, nomeadamente “a mobilização coletiva de todo o leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, bem como o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos”.
A governante britânica adiantou ainda que, numa fase posterior, o Governo do Reino Unido pretende “reunir planeadores militares para analisar como mobilizar capacidades militares defensivas coletivas”, incluindo a avaliação de operações como a remoção de minas e outras medidas de salvaguarda, caso o conflito venha a abrandar.