A informação é avançada pelo Wall Street Journal, que cita fontes governamentais norte-americanas. Segundo o jornal, a administração norte-americana avaliou que uma operação militar destinada a reabrir totalmente esta rota marítima estratégica poderia prolongar o conflito para além do prazo inicialmente definido pela Casa Branca, entre quatro e seis semanas.
De acordo com as mesmas fontes, Trump e os seus conselheiros consideraram que uma intervenção direta no estreito implicaria uma escalada militar mais duradoura e complexa, levando à decisão de adiar qualquer missão com esse objetivo para uma fase posterior, privilegiando antes o encerramento do conflito.
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O Presidente norte-americano terá definido como principais metas da ofensiva militar o enfraquecimento da marinha iraniana, a destruição de parte do arsenal de mísseis de Teerão e a redução do nível geral de hostilidades na região. A reabertura plena do estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa do petróleo comercializado a nível mundial, deixou assim de ser considerada uma condição imediata para o fim da guerra.
A notícia surge depois de Trump ter endurecido o discurso contra o Irão, chegando a ameaçar com ataques a infraestruturas energéticas estratégicas. Ainda assim, segundo o Wall Street Journal, o Presidente estará agora mais focado em alcançar um desfecho rápido do conflito, evitando um envolvimento militar prolongado no Médio Oriente.