Um sueco, ex-conselheiro especial do Presidente são-tomense, foi extraditado para a Suécia, após detenção, em São Tomé, por crimes graves, incluindo violação sexual grave, detenção e uso de armas proibidas, anunciou hoje, dia 31, a Procuradoria-Geral da República (PGR) do arquipélago.
O cidadão sueco identificado como “STL MAGNUS CARLSSOKAM”, “foi entregue às autoridades da Interpol” no Aeroporto Internacional Nuno Xavier Dias da Graça, em São Tomé, e seguiu viagem no voo da TAP, no sábado a noite, com destino ao Reino da Suécia, segundo um comunicado da PGR divulgado no Facebook.
A instituição refere que a detenção e extradição ocorreu em resposta à solicitação oficial da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) “decorrente de uma notificação de alerta vermelho emitida a pedido do Reino da Suécia, no passado dia 22 de fevereiro”, tendo o sueco ficado sob custódia das autoridades são-tomenses até a conclusão dos “trâmites judiciais e administrativos”.
Aquando da detenção no mês passado, o diretor da Polícia Judiciária são-tomense, Domilzio Matos disse que o sueco era procurado pela Interpol, “pela prática de crimes de ofensas corporais grave, detenção e uso de armas proibida, violação sexual grave com recurso a administração às vítimas, contra a sua vontade expressa e mediante uso de força, de drogas incapacitantes da sua resistência”.
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O homem havia disso detido na posse de um passaporte diplomático são-tomense com título de conselheiro especial do Presidente da República Carlos Vila Nova, mas a Presidência são-tomense esclareceu que, a data da detenção o mesmo já tinha sido exonerado.
Carlos Vila Nova, disse ainda que o seu ex-conselheiro especial sueco, “tinha um registo criminal limpo” aquando da nomeação para trabalhar em projetos na saúde e segurança marítima no Golfo da Guiné.
Num outro comunicado, a PGR são-tomense anunciou que foi aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR) a 19 cidadãos detidos pela Polícia Nacional, no âmbito barricadas registadas em São Tomé na semana passada.
Sete dos detidos “são suspeitos da prática dos crimes de desobediência à ordem de dispersão de reunião pública, coação de funcionário e ofensas corporais” e doze “são suspeitos da prática do crime de desobediência à ordem de dispersão de reunião pública, todos previstos e punidos pela legislação penal santomense”, segundo a PGR.
“Informa-se, igualmente, que o processo se encontra em fase de investigação, permanecendo sujeito a segredo de justiça”, lê-se no comunicado. Os cidadãos estão ser acompanhados pela Ordem dos Advogados que considerou as detenções de ilegais e arbitrarias.