Segundo a agência de notícias Tasnim, o projeto foi confirmado por Mohamad Reza Rezaei Kochi, presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, que defendeu a medida como forma de reforçar a soberania do país e gerar receitas.
“Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o Estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem”, afirmou.
A proposta inclui ainda a criação de uma taxa associada à prestação de segurança aos navios que utilizam esta via estratégica. O diploma deverá estar concluído na próxima semana, seguindo depois para debate parlamentar.
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A iniciativa surge num contexto de forte tensão regional. A República Islâmica do Irão mantém o estreito parcialmente bloqueado desde o início do conflito envolvendo os Estados Unidos e Israel, iniciado a 28 de fevereiro. Ainda assim, Teerão tem permitido a passagem de navios de países considerados aliados, como Índia e Tailândia.
O bloqueio contribuiu para a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais, dada a importância estratégica do Estreito de Ormuz no abastecimento energético global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já instou o Irão a reabrir totalmente a rota marítima, mas as autoridades iranianas mantêm, para já, a restrição à circulação.