O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou hoje que o líder norte-americano, Donald Trump, não deseja uma guerra prolongada com o Irão e apoiou-o na demissão do diretor nacional de Contraterrorismo, que se opõe à ofensiva.
“Ninguém gosta de guerra, certo? Garanto que o Presidente [Trump] não está interessado em colocar-nos nos atoleiros de longa duração que temos visto nos últimos anos”, afirmou JD Vance numa visita ao estado de Michigan.
O vice-presidente norte-americano, que se tem mantido discreto sobre a ofensiva aérea lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra o Irão, disse conhecer Trump e “a sua forma de pensar a segurança nacional”.
Nesse sentido, afastou qualquer risco de o líder da Casa Branca arrastar este conflito e insistiu que a ofensiva visa impedir a República Islâmica de adquirir armas nucleares.
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“Não queremos que os iranianos tenham uma arma nuclear. O Presidente foi claro quanto a isso, e foi isso que levou à sua decisão há três semanas”, argumentou, no mesmo dia em que os serviços de informações de Washington negaram que Teerão tenha procurado retomar o programa de enriquecimento de urânio desde os anteriores ataques israelo-americanos, em junho de 2025.
Esta avaliação foi apresentada por escrito pela diretora nacional de informações, Tulsi Gabbard, numa audição no Senado.
No mesmo dia, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirmou que o urânio enriquecido a 60% pelo Irão “não se moveu” desde o início do atual conflito, permanecendo armazenado no complexo subterrâneo de Isfahan.
Quando questionado sobre a demissão do chefe do Departamento de Contraterrorismo, Joe Kent, o vice-presidente dos Estados Unidos apoiou Trump, que descreveu como alguém que acolhe opiniões diferentes.
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“Independentemente da sua opinião, quando o Presidente dos Estados Unidos toma uma decisão, o seu trabalho é ajudar a torná-la o mais eficaz e bem-sucedida possível”, comentou.
Joe Kent apresentou a demissão na terça-feira, em protesto contra a guerra desencadeada pela aliança militar isrelo-americana no Irão.
“O Irão não representava qualquer ameaça iminente à nossa nação, e é evidente que iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso ‘lobby’ nos Estados Unidos”, escreveu o diretor nacional numa carta dirigida a Trump.
Nas suas declarações, JD Vance evitou alongar-se sobre eventuais divisões dentro do Partido Republicano e da sua base de apoio relativamente aos objetivos e ao progresso da guerra no Irão, observando que, “se não se pode ajudar a implementar as decisões” da administração de Washington, “então é melhor demitir-se”.
Até à data, Trump indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar contra a República Islâmica.