O crescimento contínuo dos preços mostra a pressão que a inflação exerce sobre as famílias portuguesas. Comparando com 2022, quando o cabaz custava 187,70 euros, os consumidores gastam agora 35,5% a mais pelo mesmo conjunto de produtos. Entre os itens com maior aumento semanal destacam-se os cereais de fibra (+28%), o pão de forma sem côdea (+13%) e os cereais integrais (+11%).
Face ao mesmo período de 2025, os produtos com maior subida foram a couve-coração (+42%), o robalo (+36%) e o café torrado moído (+30%), refletindo a volatilidade do preço de frutas, legumes, peixe e mercearia. Desde 2022, os aumentos mais expressivos ocorreram na carne de novilho para cozer (+121%), ovos (+84%) e couve-coração (+87%), sinais de que o custo da alimentação básica se mantém em escalada contínua.
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A DECO Proteste alerta que esta tendência tem impacto direto no orçamento doméstico, especialmente para famílias que dependem da alimentação de produtos essenciais para o dia a dia. A subida dos preços reforça a necessidade de planeamento financeiro e de procura por alternativas mais económicas no mercado.
O cabaz analisado inclui produtos de várias categorias, como carne, peixe, frutas e legumes, laticínios e mercearia, abrangendo itens do dia a dia como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga. Este panorama evidencia que o aumento dos preços não afeta apenas produtos específicos, mas impacta transversalmente toda a cesta de compras, tornando cada vez mais difícil para as famílias manterem o poder de compra e equilibrar o orçamento mensal.