As declarações foram feitas por Jiang Bin, durante uma conferência de imprensa em Pequim, em resposta a perguntas sobre informações de que o Departamento de Guerra dos Estados Unidos teria exigido que empresas tecnológicas norte-americanas permitissem às forças armadas o uso irrestrito de tecnologias de IA.
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Jiang criticou a utilização “sem limitações” da IA pelas forças militares, advertindo que permitir que algoritmos influenciem excessivamente decisões de guerra ou determinem questões de vida ou morte “corrói as restrições éticas e a responsabilidade” e pode conduzir ao descontrolo tecnológico.
O porta-voz declarou ainda que usar a IA para violar a soberania de outras nações ou para buscar domínio militar absoluto é inaceitável, argumentando que tal abordagem não só ameaça normas éticas como arrisca colocar a tecnologia fora do controlo humano.
A China manifestou oposição ao uso da sua liderança em IA e outras tecnologias emergentes para fins de hegemonia militar ou para minar a soberania e a segurança territorial de outros países.
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No mesmo contexto, Pequim afirmou que vai trabalhar com outras nações para promover uma governança multilateral da IA centrada nas Nações Unidas, reforçando mecanismos de prevenção e controlo de riscos e garantindo que o desenvolvimento da inteligência artificial favoreça “o progresso da civilização humana”.