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Magnata chinês quer democratizar posse de iates

O fundador do gigante chinês do comércio eletrónico JD.com criou uma nova marca de iates com a qual espera que, a longo prazo, passem a existir na China embarcações que deixem de ser percecionadas como “inalcançáveis”

Lusa - China

Liu Qiangdong apresentou a iniciativa após assinar esta semana acordos estratégicos com os governos das cidades de Shenzhen e Zhuhai, na província de Guangdong, onde a empresa prevê instalar a sua sede chinesa e construir uma base de fabrico de iates, noticiou o jornal económico 21st Century Business Herald.

Segundo declarações citadas pelo diário, o empresário afirmou que, embora a marca se posicione no segmento de gama alta, o desenvolvimento da cadeia de abastecimento nacional e a coordenação industrial poderão tornar plausível que “os iates entrem em milhares de lares, como os automóveis”. Ele estimou um custo de venda ao público de 14.000 dólares (quase 12.000 euros).

Liu recordou que, há 40 anos, o automóvel também era considerado um bem “fora do alcance da maioria”. O empresário salientou ainda que, apesar de a China já ultrapassar os Estados Unidos no número de automóveis em circulação, o país conta com cerca de 12.000 iates, face aos 13 milhões registados nos EUA, diferença que, no seu entender, revela um “enorme potencial de desenvolvimento” no mercado náutico chinês.

O projeto prevê um investimento de 5.000 milhões de yuan (617 milhões de euros) para competir com fabricantes internacionais e promover o desenvolvimento da cadeia de abastecimento local, numa altura em que mais de 90% dos componentes de iates de gama alta são atualmente importados da Europa e dos Estados Unidos.

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