O epicentro deste novo desastre meteorológico é o município de Juiz de Fora, onde 21 pessoas morreram e outras 37 estão desaparecidas, segundo o último balanço oficial.
O resto das vítimas mortais e dos desaparecidos foi registado em Ubá, a cerca de cem quilómetros de Juiz de Fora, onde a passagem da tempestade provocou danos de tal magnitude que é muito difícil entrar e sair da cidade.
As intensas precipitações causaram, numa única noite, vários deslizamentos de terras, estragos em pontes e estradas, cortes de eletricidade e bairros inteiros inundados, obrigando cerca de 700 habitantes de Juiz de Fora e Ubá a abandonar as suas casas.
Meio milhar de elementos das forças de segurança, apoiados por cães de busca, resgataram até ao momento 98 pessoas com vida e procuram os desaparecidos entre os escombros das 74 casas que ruíram.
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Há milhares de pessoas sem eletricidade nem água. Várias escolas foram adaptadas para acolher os desalojados. Os primeiros camiões com ajuda humanitária deverão chegar ainda esta terça-feira com equipamentos de higiene e limpeza. A previsão meteorológica, no entanto, indica mais chuvas na região nas próximas horas.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, pediu à população que leve a sério os alertas meteorológicos. “As pessoas que vivem em zonas de encosta devem sair imediatamente das suas casas. O risco geológico é muito grave”, alertou.
O temporal deve-se a uma frente fria que avança sobre o sudeste do Brasil e que colocou toda a região em alerta. Na quarta-feira espera-se que outra frente fria provoque mais chuvas intensas.
Para quinta-feira, a formação de uma área de baixa pressão atmosférica perto do litoral deverá alargar o cenário de instabilidade a várias zonas de Minas Gerais, incluindo a região metropolitana de Belo Horizonte, a capital regional.
Por sua vez, o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ordenou a “mobilização imediata” do seu Governo para assistir a população afetada.
Durante uma escala em Abu Dhabi, após visitas oficiais à Índia e à Coreia do Sul, Lula da Silva determinou o envio de uma equipa do serviço público de saúde e manifestou solidariedade com as vítimas.