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Brilho das luzes amazônicas chega a telas de Beijing como prelúdio ao Ano Cultural China-Brasil

Marcielle, uma jovem de 13 anos, está sentada às margens do rio Amazonas, e o rio flui lentamente, refletindo seus olhos imaturos, mas firmes. Esta é uma cena no início do filme brasileiro Manas, exibido na cerimônia de abertura do festival de cinema brasileiro "Amazônia: uma floresta na tela", no Palace Cinema (CWTC BJ), em Beijing, na noite de 30 de janeiro de 2026.

“É sobre a Amazônia, é sobre as mulheres do Brasil e é sobre a criação brasileira e os artistas brasileiros. Isto é sobre os filmes brasileiros e animações brasileiras,” expressou Marcos Galvão, embaixador do Brasil na China, na cerimônia de abertura do festival, que se estende de 30 de janeiro a 8 de fevereiro.

Na Douban, uma plataforma chinesa popular de crítica de filmes, Manas alcançou nota 7,8. “É ótimo ver que existem produções assim do outro lado do mundo,” comentou um usuário. O filme também recebeu diversos prêmios da China, incluindo os de melhor diretora e de melhor atriz no Silk Road Internacional Film Festival da China (Festival Internacional de Filme da Rota da Seda da China) e o prêmio do público na Golden Rooster International Film Section.

“Enquanto Manas concentra-se na vida de jovens em uma comunidade ribeirinha amazônica, O Último Azul volta seu foco para a geração idosa da região, e Enquanto o Céu Não Me Espera destaca a luta pela sobrevivência das famílias locais.” explicou à Xinhua Shi Chengrong, representante da empresa Rong Yu Culture Media Co., Ltd., coorganizadora deste festival de cinema.

A exibição é realizada no âmbito do Ano Cultural China-Brasil 2026, conferindo a este evento um significado especial.

“O cinema brasileiro tem um charme único. Para o público chinês, embora os filmes brasileiros sejam relativamente desconhecidos, na última década, uma séria de obras notáveis, como Central do Brasil e Ainda Estou Aqui, gradualmente entraram em nosso campo de visão por meio de exibições em festivais de cinema e cinematecas da China”, comentou um blogueiro chinês de cinema presente ao festival.

De fato, o interesse do público chinês pelo cinema brasileiro não é recente. Clássicos como Central do Brasil (nota 8,7 na Douban) e Tropa de Elite (nota 8,1) já demonstraram que produções brasileiras, com sua densidade social e calor humano, vêm conquistando um espaço crescente no gosto dos cinéfilos chineses.

Como afirmou o embaixador brasileiro, “Aqui, isso é sobre a amizade que une os povos chinês e brasileiro. É sobre o povo chinês saber mais sobre o Brasil, mesmo sobre aspectos da nossa realidade que não é tão positiva e sobre os brasileiros que compartilham tudo isso com vocês.”

A mostra de cinema foi organizada com o apoio institucional da Embaixada do Brasil na China, pelo Broadway Cinematheque, cinema Palace e Rong Yu Culture Media Co., Ltd.

Durante o festival, serão lançados três longas-metragens live-action: Manas, de Marianna Brennand; O Último Azul, de Gabriel Mascaro; e Enquanto o Céu Não Me Espera, de Christiane Garcia. Também serão exibidas quatro animações: Aba e Sua Banda, de Humberto Avelar; Tito e os Pássaros, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto; O Menino e o Mundo, de Alê Abreu; e”Perlimps, também de Alê Abreu.

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