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China reforça ação contra corrupção e liderança sobre Taiwan

A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan, Zhang Han, afirmou que o Comité do Partido e Exército mantêm tolerância zero à corrupção e reafirmaram a liderança de Pequim nas relações com Taiwan

Lusa

Em conferência de imprensa, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), assinalou que esta investigação “demonstra, mais uma vez, que o Comité Central do Partido e a Comissão Militar Central [CMC, órgão máximo do Exército] não têm zonas proibidas, abrangem todos e mostram tolerância zero na luta contra a corrupção”.

“[O processo contra Zhang] é uma importante manifestação de que o Partido e o Exército têm a determinação e a capacidade para o fazer”, afirmou a porta-voz.

Zhang Han afirmou que, sob a “firme liderança” do Comité Central do Partido e do Presidente chinês, Xi Jinping, como “núcleo” do mesmo, Pequim manterá a “iniciativa e a capacidade de liderança” nas relações através do Estreito.

“Estamos dispostos a criar um amplo espaço para a ‘reunificação’ pacífica e, com a maior sinceridade e o maior esforço possível, lutar pela perspetiva da ‘reunificação’ pacífica, mas nunca prometeremos renunciar ao uso da força e nunca deixaremos espaço para qualquer forma de atividade separatista propensa à ‘independência’ de Taiwan”, advertiu Zhang.

Estas declarações surgem quatro dias depois de o Ministério da Defesa da China ter anunciado uma investigação sobre Zhang Youxia e Liu Zhenli, primeiro vice-presidente e chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da CMC, respetivamente, por “graves violações da disciplina e da lei”, eufemismo habitual relacionado com crimes de corrupção.

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As investigações abertas sobre os dois altos oficiais mexem profundamente com a estrutura de comando do Exército: dos sete membros que a CMC tinha no final de 2022, atualmente restam apenas dois, o próprio Xi – seu presidente – e Zhang Shengmin, segundo vice-presidente e chefe da campanha anticorrupção do Exército.

Os especialistas concordam que as purgas destes altos comandos não alterarão o objetivo estratégico de Xi de assumir o controlo de Taiwan, uma ilha governada de forma autónoma desde 1949 e considerada pelas autoridades de Pequim como “parte inalienável” do território chinês.

Após o anúncio das investigações sobre Zhang, o ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, prometeu que a ilha não baixará a guarda nem diminuirá o “nível de preparação para a guerra”.

“Acompanharemos de perto as mudanças nas altas esferas do Partido [Comunista Chinês], do Governo e da liderança militar da China. A nossa postura militar baseia-se no facto da China nunca ter abandonado o uso da força contra Taiwan”, declarou Koo na segunda-feira em declarações no Parlamento de Taiwan.

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