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Macau faz propostas para campus de Hengqin e economia de baixa altitude na Conferência de Guangdong

Macau apresentou na CPPCC de Guangdong propostas sobre o campus universitário de Hengqin e a economia de baixa altitude, consideradas estratégicas para a integração na Grande Baía e a diversificação económica da RAEM

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A quarta sessão do 13.º Comité Provincial de Guangdong da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC), que decorre até quarta-feira, reúne propostas de representantes de Macau centradas no aprofundamento da cooperação regional, com destaque para o desenvolvimento do campus universitário internacional de Hengqin e para a aposta na economia de baixa altitude.

À margem da reunião plenária, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Kong Chi Meng, sublinhou a importância da Cidade Universitária Internacional Macau-Hengqin como motor de inovação transfronteiriça.

O projeto, financiado pelo Governo da RAEM com cerca de 20 mil milhões de patacas, deverá acolher mais de 20 mil estudantes, contribuindo para a formação de quadros qualificados nas áreas do turismo, lazer e sectores estratégicos para o crescimento de Macau e da Grande Baía.

A construção do campus está a ser realizada por fases e envolve a Universidade de Macau, a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau. Está previsto que o ensino pós-graduado arranque em 2026, com a entrada dos primeiros estudantes de licenciatura em 2028.

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Kong Chi Meng defendeu ainda a necessidade de inovações institucionais, como modelos de ensino transfronteiriços, a livre circulação de talentos, a transformação conjunta de resultados científicos e o reconhecimento mútuo de regras de financiamento à investigação, com o objectivo de criar uma zona internacional de educação e um polo de atracção de talentos globais.

Outros representantes de Macau reforçaram a relevância de Hengqin para a integração regional. João Ma Chi Tat, da Associação Comercial de Macau, salientou a importância de atrair mais universidades internacionais e propôs o desenvolvimento da economia de baixa altitude, considerando que poderá facilitar o fluxo de mercadorias entre Macau e Hengqin.

A cooperação no âmbito do envelhecimento da população e dos cuidados de saúde foi também destacada. Chan Sio Cheng, da Associação dos Conterrâneos de Kong Mun de Macau, lembrou que 2026 marca o início do 15.º Plano Quinquenal e defendeu que o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin e as questões transfronteiriças relacionadas com os cuidados a idosos devem assumir prioridade.

No domínio económico e tecnológico, Hon Chi Tin, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, apontou setores emergentes como a inteligência artificial, a biomedicina e a economia de baixa altitude como áreas que exigem talentos de topo. Também destacou que Macau pode desempenhar um papel relevante como plataforma científica e tecnológica no contexto da Grande Baía.

A sessão da CPPCC de Guangdong centra-se na definição de metas e prioridades para o novo ciclo de planeamento, sendo encarada por Macau como uma oportunidade para reforçar mecanismos de cooperação institucional e alinhar o desenvolvimento da RAEM com a estratégia regional da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

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