O naufrágio do MV Trisha Kerstin 3 ocorreu esta segunda-feira, depois de a embarcação ter emitido um sinal de socorro por volta das 01:50 (hora das Filipinas), quando fazia a ligação entre Zamboanga City, na ilha de Mindanau, e a ilha de Jolo, na província de Sulu. O ferry transportava 332 passageiros e 27 tripulantes.
De acordo com a guarda costeira filipina, pelo menos 317 pessoas foram resgatadas, enquanto 24 continuam desaparecidas. O comandante da guarda costeira, Romel Dua, adiantou que um avião da corporação, bem como meios da Marinha e da Força Aérea, foram mobilizados para reforçar as operações de busca e salvamento, que decorrem em condições meteorológicas favoráveis.
O afundamento ocorreu a cerca de cinco quilómetros a leste da ilha de Baluk-Baluk, na província de Basilan. Os serviços de emergência locais alertaram para dificuldades no atendimento aos sobreviventes, devido ao elevado número de feridos e à escassez de pessoal.
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Segundo as autoridades, a embarcação terá enfrentado problemas técnicos antes de naufragar. A guarda costeira garantiu, em comunicado, que o ferry não estava sobrelotado, acrescentando que foi aberta uma investigação para apurar as causas do acidente. “Com base no relato de alguns sobreviventes, as águas na área estavam agitadas naquele momento”, disse a porta-voz da Guarda Costeira das Filipinas, Noemie Cayabyab, em entrevista televisionada.
Vídeos divulgados pelas autoridades e nas redes sociais mostram sobreviventes a serem retirados da água durante a noite e a receberem cuidados médicos após o resgate.
Os acidentes marítimos são recorrentes nas Filipinas, um arquipélago com mais de 7.100 ilhas, onde os ferries são um meio de transporte essencial. As causas mais comuns incluem embarcações mal conservadas, fiscalização insuficiente e, em alguns casos, excesso de carga.
Em 1987, o naufrágio do Doña Paz causou mais de 4.300 mortos, o pior desastre marítimo em tempo de paz. Mais recentemente, em 2015, o Kim Nirvana provocou 61 mortes, e em 2023 um incêndio a bordo do Lady Mary Joy 3, na mesma rota Zamboanga–Jolo, fez mais de 30 vítimas mortais.