Início » Doze condenados por subornos em contratações na Galaxy

Doze condenados por subornos em contratações na Galaxy

O Tribunal Judicial de Base condenou 12 pessoas, incluindo um chefe de departamento da Galaxy, por um esquema de corrupção no sector privado que envolveu subornos para facilitar contratações, aplicando penas de prisão suspensas

Plataforma

O arguido principal exercia funções como chefe de departamento ligado à gestão e recrutamento da empresa integrada de turismo e lazer Galaxy. Em conjunto com a sua namorada e outro funcionário da concessionária, terá solicitado e recebido pagamentos de candidatos a emprego, prometendo-lhes admissão direta e dispensa de entrevistas. Os restantes nove arguidos eram candidatos que pagaram as quantias exigidas para assegurar um posto de trabalho.

Todos os arguidos foram julgados à revelia e condenados a penas de prisão entre três meses a um ano e nove meses, suspensas por um período de dois anos, tendo o tribunal atendido à inexistência de antecedentes criminais. As condenações foram aplicadas ao abrigo da Lei da Prevenção e Repressão da Corrupção no Sector Privado.

De acordo com os factos dados como provados, o esquema funcionava pelo menos desde 2023. O chefe de departamento recorria à namorada e a um intermediário para contactar candidatos, sobretudo residentes do interior da China, oferecendo facilitação no processo de recrutamento. Cada candidato pagava uma “comissão de recomendação” entre 15 mil e 25 mil renminbis, num montante total que rondou os 190 mil renminbis.

Leia também: Revisão da lei anticorrupção é prioridade

Os pagamentos eram efetuados através de contas bancárias no interior da China, nomeadamente para a conta pessoal da namorada do arguido principal, que depois transferia parte dos valores para o intermediário. A maioria dos candidatos acabaram por ser contratados, alguns sem reunirem os requisitos mínimos exigidos pela empresa, tendo sido ainda instruídos a alegar falsamente que tinham sido recrutados por intermédio de uma agência de emprego.

Durante o julgamento, a namorada do chefe de departamento alegou que os montantes pagos ao intermediário correspondiam a serviços administrativos, argumento que não foi acolhido pelo tribunal.

O arguido principal negou ter conhecimento das cobranças, mas a juíza Chiang I Man considerou essa posição injustificada, sublinhando que, enquanto chefe de departamento, tinha o dever de se recusar a intervir no processo de recrutamento perante um conflito de interesses.

Na leitura da sentença, o TJB condenou o chefe de departamento e a sua namorada por nove crimes de corrupção passiva no sector privado e o intermediário por oito crimes do mesmo tipo. Os restantes arguidos foram condenados pela prática do crime de corrupção activa no sector privado. O caso tinha já sido divulgado publicamente pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC) em Julho de 2024.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website