Na cidade do Minnesota onde ocorreu o incidente, os protestos centraram-se na contestação à operação anti-imigração em curso conduzida pelo ICE. Ao final do dia, mais de um milhar de pessoas reuniu-se numa vigília em homenagem a Pretti, no parque Whittier, junto ao local onde foi abatido, acendendo velas e exibindo cartazes de crítica à actuação da agência federal.
A mobilização rapidamente ganhou dimensão nacional. Em Washington, centenas de manifestantes marcharam até ao edifício do Departamento de Segurança Nacional, no sudoeste da capital, onde gritaram palavras de ordem como “Vergonha”, de acordo com o Washington Post. As maiores concentrações verificaram-se em Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, cidades que também têm sido palco do reforço da presença do ICE, apoiado pela Guarda Nacional, por determinação do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Estes protestos surgem num clima de crescente tensão no Minnesota, onde, já na sexta-feira, milhares de pessoas tinham ocupado as ruas de Minneapolis para denunciar alegados abusos por parte de agentes federais em operações recentes. A contestação intensificou-se após a morte, a 7 de Janeiro, da cidadã norte-americana Renée Nicole Good, igualmente atingida a tiro por uma agente federal, e o ferimento, uma semana depois, de um cidadão venezuelano baleado numa perna.
A Administração Trump lançou, em Dezembro, no Minnesota, a operação anti-imigração “Metro Surge”, justificada pelo Presidente com um alegado aumento da criminalidade no estado. Contudo, várias intervenções dos agentes, incluindo a detenção de uma criança de cinco anos e os recentes episódios de recurso a armas de fogo, geraram forte indignação entre a população e desencadearam uma vaga de protestos à escala nacional.