O aparelho vinha de Bissau e transportava a mulher e o responsável pelo protocolo do ex-presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, derrubado por um golpe de Estado em 26 de novembro. Fontes da oposição no país africano consideram que o golpe poderá ter sido encenado.
A atribuição do estatuto de “voo de Estado” compete ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas o gabinete do ministro Paulo Rangel não comentou o caso. A Polícia Judiciária constituiu como arguida Dinísia Embaló e deteve Tito Gomes Fernandes, braço-direito do antigo presidente, por suspeitas de contrabando e branqueamento de capitais.
Segundo fontes policiais e militares, esta classificação permitiu à aeronave entrar no território português com prioridade diplomática, o que levanta questões sobre o controlo e fiscalização de grandes quantias em numerário em voos internacionais de carácter oficial.