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Inflação em Macau acelera em setembro pelo terceiro mês consecutivo

A inflação em Macau acelerou em setembro, pelo terceiro mês consecutivo, num mês em que o índice de preços no consumidor voltou a cair na China continental, foi hoje anunciado

O índice em Macau subiu 0,47% em setembro, em termos homólogos, mais 0,2 pontos percentuais do que o registado em agosto (0,27%), e o valor mais elevado desde janeiro (0,57%), segundo dados oficiais.

De acordo com a Direção dos Serviços de Estatística e Censos, a aceleração da inflação deveu-se sobretudo aos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 0,56%). O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,56%.

Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,85% e 0,63%, respetivamente, já depois de a Autoridade Monetária de Macau ter aprovado, em 18 de setembro, a primeira descida da taxa de juro desde o final de 2024.

A Assembleia Legislativa do território aprovou, em abril de 2024, o fim de vários impostos sobre a aquisição de habitações, para “aumentar a liquidez” no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong.

Com a recuperação no número de visitantes, a RAEM registou uma subida de 20,2% no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental.

O custo das excursões e hotéis para viagens ao exterior de residentes de Macau aumentou 7,94%, enquanto os gastos com educação e combustíveis para veículos subiram 1,67% e 2,21%, respetivamente.

Na China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, o IPC voltou a cair 0,3% em setembro, em termos homólogos, o segundo mês consecutivo de deflação (queda anual nos preços no consumidor) e o sexto nos noves meses do ano.

A deflação reflete debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos ativos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.

O valor registado em setembro surpreendeu os analistas, que previam uma contração menor dos preços, a rondar 0,1%.

A segunda maior economia mundial continua sob pressão deflacionista, devido à combinação entre a fraca procura interna e o excesso de capacidade industrial, agravada pela guerra comercial com os Estados Unidos, que tem dificultado o escoamento de inventários acumulados pelas empresas.

O índice de preços no produtor, que mede os preços à saída da fábrica, caiu 2,3% em setembro, assinalando o 36.º mês consecutivo de contração, apesar de representar uma melhoria face à descida de 2,9% registada em agosto.

As autoridades chinesas têm reiterado que o reforço da procura interna será uma das prioridades económicas centrais para 2025.

Na vizinha região de Hong Kong, a inflação manteve-se inalterada, em 1,1%, em setembro.

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