“É irrealista pensar que podemos eliminar os desertos. A luta é constante para garantir que não causam danos às populações”, afirmou à agência Lusa Wang Xiaolin, responsável pela Reserva Natural Nacional de Baitan, na província chinesa de Ningxia, transformada ao longo de 70 anos por três gerações de trabalhadores dedicados ao combate à desertificação numa das zonas áridas mais extensas do planeta.
Com cerca de 1,3 milhões de quilómetros quadrados, o deserto de Gobi é o maior da Ásia e o quarto maior do mundo, estendendo-se do sul da Mongólia ao noroeste da China, ao longo das províncias de Gansu, Ningxia e Mongólia Interior.
Com mais de 46 mil hectares de deserto tratados e o avanço das dunas recuado mais de 20 quilómetros, a reserva de Baitan é hoje um modelo de reflorestação ecológica. Plantas resistentes à seca e ao frio, como a jujuba-do-deserto, o saxaul (Haloxylon ammodendron) ou o capim-prateado (Miscanthus), que cresce apenas um metro acima do solo mas com raízes que se estendem até sete metros, permitem a sobrevivência sem irrigação, apenas com a chuva, explicou Wang.
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