Não é habitual, mas os inquilinos e proprietários falam a uma só voz contra as propostas do governo para o mercado de arrendamento. Para Pedro Ventura, presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, as medidas anunciadas “são um verdadeiro escândalo e refletem um desconhecimento em relação à situação das famílias”. António Frias Marques, presidente da Associação Nacional de Proprietários, considera “um atrevimento chamar de moderada a uma renda de 2300 euros”.
O executivo de Luís Montenegro aprovou quinta-feira, em Conselho de Ministros, um conjunto de propostas com o objetivo de “dinamizar e reforçar a oferta de habitação, em especial no mercado privado”, disse em comunicado. Um dos anúncios que mais polémica está a suscitar é o conceito de habitação a preços moderados que, no caso do arrendamento, se estende até aos 2300 euros mensais sem qualquer restrição de tipologia ou territorial. Ou seja, em absoluto, um T1 em Almada pode ser arrendado por este valor e entrar no conceito de renda a preços moderados.
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