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Gasto com alimentos importados de todo o Mundo dava para pagar novo aeroporto de Lisboa

Metade destina-se à compra de peixe e carne. Só a produção de azeite, arroz e hortícolas melhorou desde 2007. Gestão da água é crucial para inverter tendência.

Os portugueses são bons de garfo, mas dependemos de dezenas de países para comer. A conta superou os 9,2 mil milhões de euros, em 2024, na compra de alimentos no estrangeiro. O valor é suficiente para construir o novo aeroporto de Lisboa, na zona de Alcochete, que deverá estar pronto em 2037. O peixe e a carne representam 44% desta despesa, seguindo-se a aquisição de frutas e cereais. Espanha é o principal abastecedor. O setor diz que os hábitos de consumo mudaram, alertam para a necessidade de aumentar a área de regadio e lamentam a ausência de uma estratégia para aumentar a produção interna.

É o peixe que custa mais à economia nacional, apesar da extensa costa portuguesa com mais de 900 quilómetros. No último ano, importamos 407,5 milhões de quilos, no valor de 2,3 mil milhões de euros. A maioria, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), chega de Espanha, Países Baixos e Suécia, numa lista onde constam 91 países.

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