É um cenário que se repete todos os anos: no inverno, devido ao frio e à gripe; no verão, por ondas de calor; o país regista excessos de mortalidade. Com os termómetros a subir, Portugal contabilizou 88 óbitos a mais face ao previsto nos dias 29 e 30 de julho. Situação que se deverá manter, tendo em conta que as temperaturas máximas vão continuar a subir, devendo oscilar, no início da semana, entre os 35º e os 40º graus, o que deverá levar o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a colocar sob aviso laranja (pior, só o vermelho) grande parte dos distritos.
De acordo com os dados consultados na manhã desta quinta-feira pelo JN no site do eVM – sistema de vigilância da mortalidade em tempo real – terça-feira foi o dia desta semana com mais excesso (27%), baixando para +5,7% na quarta-feira. Num total, à data, de 88 óbitos em excesso. Isto porque, explique-se, aquela plataforma, que carrega os certificados de óbitos, está em constante atualização. Pelo que os números de quinta-feira poderão ser superiores. Nesta quinta-feira, até às 16 horas contavam-se 195 mortes.
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