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Correios dos EUA deixam temporariamente de aceitar encomendas oriundas da China

O Serviço Postal norte-americano (USPS) anunciou hoje que vai deixar “temporariamente” de aceitar encomendas provenientes da China e de Hong Kong “até nova ordem”, numa altura em que a guerra comercial entre Washington e Pequim se intensifica.

Numa breve declaração, a USPS esclareceu que a medida não afeta “o fluxo de cartas e correio normal”, mas apenas encomendas de produtos de baixo valor que anteriormente beneficiavam de isenção de taxas.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou as taxas alfandegárias sobre as importações oriundas da China em 10%, depois de ter recuado nos planos de cobrar taxas ao Canadá e ao México.

Pequim respondeu com medidas de retaliação, incluindo taxas de 15% sobre as importações de carvão, gás natural liquefeito, equipamento agrícola e outros bens dos EUA.

A grande maioria das mercadorias enviadas a partir da China chega fora do sistema de correio, mas a ordem de Trump eliminou especificamente uma isenção tarifária para produtos de baixo valor, adquiridos diretamente por consumidores e enviados através do serviço postal.

Essa isenção abrangia artigos de valor inferior a 800 dólares (770 euros). A medida da USPS pode bloquear ou atrasar as encomendas feitas através das plataformas de comércio eletrónico chinesas Shein e Temu, mas também da norte-americana Amazon.

A isenção das taxas na compra de artigos de pouco valor beneficiou muito as duas plataformas chinesas e a Amazon: o número de envios isentos de taxas aumentou 600% nos últimos dez anos, atingindo 1,36 mil milhões de encomendas no ano passado, contra quase 140 milhões em 2015.

Na sequência do anúncio, as ações das empresas chinesas de comércio eletrónico negociadas na Bolsa de Valores de Hong Kong caíram: a JD.com tombou 5,25% e a Alibaba cedeu 1,6%.

Plataforma com Lusa

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