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Governo vai enfrentar “desequilíbrios económicos” de Macau – Sam Hou Fai

Após ser empossado o novo Chefe do Executivo de Macau pelo Presidente Xi Jinping, Sam Hou Fai destacou a necessidade de enfrentar os “desequilíbrios económicos” da RAEM e resolver questões cruciais que impactam a vida dos residentes, como a segurança social, a saúde, o cuidado de idosos e a reabilitação urbana.

Nelson Moura

Sam e os principais membros da nova administração da RAEM foram empossados hoje durante uma cerimónia esta manhã na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental. No seu discurso, Sam apresentou uma visão estratégica que visa transformar a administração pública de Macau e promover um desenvolvimento económico sustentável.

“Vamos melhorar as nossas capacidades em administração pública e governança,” declarou Sam no seu primeiro discurso como líder do Executivo, enfatizando a necessidade de um governo baseado na lei, caracterizado pela diligência, integridade e eficiência.

Sam sublinhou a importância de avançar nas reformas da administração pública e do sistema judicial para garantir uma governança justa e transparente. No que diz respeito à diversificação económica, propôs um modelo baseado em “Um Centro, Uma Plataforma e Uma Base,” além de uma estratégia “1+4” para apoiar indústrias emergentes.

Esta iniciativa visa criar um “panorama económico mais equilibrado” ao apoiar setores tradicionais e pequenas e médias empresas (PMEs) na sua transformação e crescimento.

O governo central da China comprometeu-se a direcionar as autoridades de Macau para afastar a RAEM da sua anterior dependência do jogo, com os últimos anos marcados por tentativas da administração de desenvolver as indústrias MICE, finanças, saúde e tecnologia de maneira a diminuir o peso das receitas dos casinos na economia.

Além das iniciativas económicas, Sam reafirmou o compromisso da sua administração em melhorar a qualidade de vida dos residentes, prometendo lidar com questões-chave como segurança social, saúde, cuidado de idosos e reabilitação urbana.

Destacando a posição única de Macau, Sam expressou a intenção de integrar a região no paradigma de desenvolvimento nacional mais amplo, e sublinhou a importância de posicionar Macau como uma ponte entre a China e os países de língua portuguesa, participando ativamente na iniciativa da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

“Contribuiremos de forma vigorosa para o desenvolvimento de alta qualidade da iniciativa Uma Faixa,Uma Rota’,” observou, delineando planos para cultivar talento de excelência na tecnologia e acelerar a emergência de Macau como um centro para profissionais internacionais.

Após a cerimónia, o Presidente Xi sublinhou no seu discurso que Macau é “o único local do mundo que tem como línguas oficiais o português e o chinês” e defendeu que a cidade tem de aproveitar “a sua singularidade” para desempenhar “o papel de plataforma entre a China” e os países lusófonos.

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