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Timor-Leste precisa de reformas para potenciar adesão à OMC – Banco Mundial

Um relatório do Banco Mundial, hoje divulgado, afirma que Timor-Leste precisa de desenvolver infraestruturas e de reformas para potenciar a adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC).

“A recente adesão do país à OMC é um passo importante para melhorar o acesso ao mercado internacional e construir parcerias para acelerar o desenvolvimento. Para realizar as suas estratégias de diversificação, Timor-Leste também está a preparar a adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático”, pode ler-se no relatório semestral sobre as perspetivas económicas.

“Em ambos os casos, o país precisará de desenvolver infraestruturas económicas e implementar reformas essenciais para aproveitar os benefícios da integração em ambos os processos”, salienta o Banco Mundial.

Segundo o representante residente da organização em Timor-Leste, Bernard Harborne, ao “alinhar as políticas nacionais com as melhores práticas internacionais, Timor-Leste pode melhorar o seu clima de negócios, atrair o necessário investimento estrangeiro e impulsionar o crescimento sustentável”.

Ao nível das infraestruturas económicas, o Governo timorense anunciou o arranque das obras de requalificação do aeroporto internacional, em Díli, e também está a concluir a ligação ao cabo submarino para melhorar a conectividade à Internet.

O país continua, contudo, sem diversificar as suas fontes de receita, que dependem essencialmente do petróleo e do gás, e a depender do comércio internacional, que representou 89% do Produto Interno Bruto em 2021. Já as “opções de exportação” estão limitadas aos “minerais e combustíveis” e ao café.

Os esforços para diversificar as exportações têm gerado resultados limitados até ao momento, com o petróleo, gás e café a representarem 99,2% das exportações em 2021”, segundo o relatório.

Para o Banco Mundial, os desafios “socioeconómicos” exigem a diversificação da economia e o desenvolvimento de um setor privado forte capaz de “contribuir para o desenvolvimento geral e o crescimento económico”.

“Existem oportunidade em nichos de exportação agrícola, como algas marinhas, vegetais, madeira, copra e baunilha”, refere no documento a organização.

No relatório, o Banco Mundial recomenda que sejam priorizadas “reformas políticas para enfrentar aqueles desafios, expandir as oportunidades de comércio doméstico e internacional e garantir um mercado interno próspero”.

O Banco Mundial aponta que o país continua sem diversificar as suas fontes de receita, que dependem essencialmente do petróleo e do gás, e a depender do comércio internacional,

A organização sugere a “liberalização tarifária adicional e a harmonização de medidas não tarifárias para incentivar as importações de bens intermediários destinados à produção para exportação”, que promovem o investimento estrangeiro.

O Banco Mundial sugere também que seja fortalecida a qualidade institucional e o Estado de Direito para maior transparência e aumento do investimento estrangeiro, reformas aduaneiras, a implementação de medidas de facilitação do comércio, bem como o cumprimento de padrões internacionais.

Plataforma com Lusa

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