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Vodafone Portugal vê risco grave em banir tecnologia chinesa

O presidente executivo (CEO) da Vodafone Portugal afirmou hoje (8) estar dividido sobre o tema de soberania digital e considerou que a proibição completa de tecnologia vinda da China tem impacto ultra significativo para o setor

Lusa - Portugal

Luís Lopes falava no painel “Estado da Nação das Comunicações” no último dia do congresso da APDC (Digital Business Congress), que decorreu no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote “A Europa na Era Digital – O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação”.

Sobre a pergunta da soberania digital, “eu também partilho da mesma opinião dos meus colegas, estou dividido porque acho que a Europa, durante décadas, em particular as últimas décadas, teve mais do que mensagens sobre que a Europa estava a perder competitividade, que a Europa estava a atrasar-se na inovação, que havia excesso de peso sobre as empresas”, começou por dizer o gestor.

Em particular, o setor das telecomunicações foi dos “mais penalizados na Europa”. Era um setor que “há 20 anos estávamos à frente no mundo e hoje em dia estamos muito atrás do que é telecomunicações noutros continentes”, apontou Luís Lopes.

O CEO da Vodafone Portugal apontou um estudo recente que refere que “se a Europa quiser fechar o ‘gap’ em termos da sua capacidade de infraestruturas digitais, de telecomunicações, tem que investir perto de 400 biliões de euros, Europa como um todo”. Portanto, “quem é que vai querer investir 400 biliões num contexto destas incertezas todas que acabei de falar”, questionou.

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“Uma delas foi aquela que se referiu aqui, do novo Cybersecurity Act [Lei da Cibersegurança], que é discutido ainda a nível europeu, e que eu também partilho da opinião da Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações]”, que se intromete “sobre a soberania de cada país”, apontou.

Porque “há questões que são de soberania do país que estão lá, e portanto preocupa-me muito, e que se aquilo for, por via legislativa traduzido para obrigações dos operadores, eu acho que vai ser um desastre completo”, advertiu.

E explica: “não só para os operadores de telecomunicações, mas também para muitos outros ‘players’ de outros setores, porque uma proibição completa, por exemplo, de tecnologia vinda da China ou de ‘players’ da China, tem um impacto ultra significativo em todos nós”, rematou.

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