Rutger Verschuren, presidente da Câmara do Comércio França-Macau, acredita que esta nova política pode encorajar mais empresas a expandirem os seus negócios no Continente. A redução do tempo necessário na fronteira facilita a vida a investidores e empresários. Verschuren considera a nova medida encorajadora, e acredita que irá incentivar os profissionais qualificados, residentes permanentes não chineses em Hong Kong e Macau, a deslocarem-se ao Continente.
Verschuren descreveu a propósito a sua experiência em visitas anteriores a Hengqin, explicando que, como residente permanente não chinês, necessitava de mais tempo do que os cidadãos chineses para atravessar a fronteira – entre 10 a 45 minutos. O que dificultava, até certo ponto, o seu desejo de fazer negócios do outro lado da fronteira. Com a introdução desta nova política, Verschuren espera que estes inconvenientes desapareçam, facilitando aos residentes permanentes não chineses as viagens de negócio ao Interior da China.
Deslocações com visita a oportunidades de investimento, negócios, comércio, seminários académicos, intercâmbios tecnológicos e visitas culturais podem agora ser conduzidas de forma mais fluida
O empresário holandês lembrou ainda que, no passado, muitos empresários Interior da China desejavam vir a Macau para discutir oportunidades de negócios; contudo, tinham de solicitar vistos para o poderem fazer. Com esta nova política, os residentes estrangeiros podem agora tomar a iniciativa de visitar o Continente para levar a cabo estas negociações.
Leong Im Wa, diretor da farmacêutica Hovione, comentou também esta nova política, esperando que venha a promover ainda mais as trocas e interações entre a China continental, Hong Kong e Macau, a diferentes níveis, facilitando o ambiente de negócios e de investimentos. Ao mesmo tempo, diz, pode promover mais oportunidades de cooperação e interação com empresas chinesas. Deslocações com visita a oportunidades de investimento, negócios, comércio, seminários académicos, intercâmbios tecnológicos e visitas culturais podem agora ser conduzidas de forma mais fluida. Além disso, a medida promove maior integração de Hong Kong e Macau com o resto do país, bem como prosperidade e estabilidade a longo prazo.
Atualmente, a Hoivone emprega mais de uma dezena de altos quadros residentes permanentes não chineses, em Hong Kong e Macau, razão pela qual Leong acredita que, sendo as deslocações mais simples, a empresa pode agora explorar novas oportunidades de negócios e expandir a sua equipa operacional. O empresário espera que esta política possa ainda ser alargada, noutros campos, através de medidas que facilitem às empresas estrangeiras a instalação de fábricas, quer em Macau quer no Continente.
Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News