Entre março e maio de 2024, a taxa de desemprego global em Macau manteve-se em 1,9 por cento, enquanto a taxa de desemprego dos residentes permaneceu em 2,5 por cento, igualando os números do período anterior (fevereiro a abril de 2024). Este cenário marca uma estabilização após dois períodos consecutivos de queda, aproximando ambos os indicadores aos níveis observados no mesmo período em 2019. A taxa de subemprego também se manteve estável em 1,4 por cento, conforme informado pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Estimativas preliminares indicam que cerca de 102.900 residentes de Macau e trabalhadores não residentes que trabalhavam em Macau, mas residiam no exterior foram contabilizados no período de referência, resultando numa mão-de-obra total de 482.200 pessoas, número semelhante ao período anterior. Durante o período analisado, a população ativa em Macau totalizou 379.300 pessoas, com uma taxa de atividade de 67,4 por cento.
Aumento de empregados nos hotéis ajuda melhoria

O número de empregados na RAEM entre março e maio foi de 372.100, e o de residentes empregados foi de 283.600, apresentando uma leve diminuição de 200 e 800 pessoas, respetivamente, em comparação com o período precedente. No entanto, houve um aumento constante no número de empregados no setor de hotéis, restaurantes e similares, impulsionado pelo crescimento contínuo do número de visitantes. Em março a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes fixou-se em 83,6 por cento, mais 4,9 pontos percentuais em termos anuais.
O número de desempregados em Macau caiu pelo quinto período consecutivo, totalizando 7.200 pessoas, uma redução de 200 em relação ao período anterior. Notavelmente, houve uma diminuição significativa no desemprego entre indivíduos com 55 anos ou mais e entre aqueles com ensino superior, que diminuíram por sete períodos consecutivos. Entre os desempregados à procura de novo emprego, a maioria provinha dos setores de lotarias e jogos de aposta, comércio a retalho e construção. Além disso, os desempregados à procura do primeiro emprego representaram 6,2 por cento do total, um aumento de 0,2 pontos percentuais relativamente ao período anterior.O número de subempregados em Macau caiu continuamente, registando 5.200 pessoas, uma diminuição de 200 em comparação ao período anterior. A maioria dos subempregados pertencia aos setores de construção e de transportes e armazenagem. Comparando com o período de março a maio de 2023, as taxas de atividade, desemprego e subemprego apresentaram reduções de 0,1, 0,9 e 0,4 pontos percentuais, respetivamente. O Inquérito ao Emprego inclui todas as unidades de alojamento da Península de Macau, Taipa e Coloane, excluindo dormitórios escolares e lares de terceira idade. Os dados abrangem residentes, mas excluem trabalhadores não residentes que vivem fora de Macau.
Dentro das expectativas do FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Macau crescerá 13,9 por cento este ano e 9,6 por cento no próximo ano, segundo as novas Perspetivas Económicas Mundiais. O relatório prevê também uma queda no desemprego na RAEM para 2 por cento em 2024 este ano e 1,9 por cento no próximo ano.
O FMI já havia afirmado, no final de uma missão a Macau no início de março, que esperava um retorno aos níveis pré-pandemia no próximo ano, impulsionado pela recuperação do setor do jogo e por sólidos investimentos privados, em parte ligados ao compromisso dos operadores de casinos em investir em atividades não relacionadas com o jogo.
Entre as economias avançadas listadas nas Perspetivas Económicas Mundiais do FMI, Macau possui a maior taxa de crescimento projetada para 2023 e 2024. O relatório do FMI indica que Macau deve manter a liderança em termos de crescimento entre as economias avançadas da Ásia, incluindo Japão, Singapura e Hong Kong.
Esta recuperação ocorre após a economia ter caído 26,8 por cento em 2022, devido às rigorosas regulamentações fronteiriças da cidade, que interromperam a chegada de turistas internacionais desde 2020.