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Visita à China é um dos principais objetivos de Luís Montenegro com vista a novos investimentos em Portugal

O novo primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, que tomou posse na passada terça-feira, já está a elaborar planos a longo prazo e um desses engloba o relacionamento com a China e o seu líder Xi Jinping. Nesse sentido, apurou o PLATAFORMA junto de fonte governativa, o líder do PSD pretende visitar a China o quanto antes.

Gonçalo Francisco

A última visita oficial de um primeiro-ministro português à China data já de 2016, quando o socialista António Costa, que se demitiu do Governo português recentemente, viajou até Pequim. Por sua vez, Xi Jinping, líder da China, visitou Portugal dois anos depois desse encontro com António Costa, concretamente em 2018.

Quanto à viagem de Luís Montenegro, fonte governativa revela ao PLATAFORMA que ainda não há uma data definida, dado que o objetivo primeiro de Montenegro passa por “organizar o que tem em casa, em Portugal”, nomeadamente questões relacionadas com a “segurança, habitação, professores e médicos”. Só depois de “arrumar a casa” é que o primeiro-ministro passará a outros dos seus grandes objetivos, que é o investimento em Portugal.

E nesse sentido, sabe o PLATAFORMA, a China poderá ter um papel importante, daí a viagem que Luís Montenegro pretende fazer a este país asiático. O líder português quer trazer forte investimento para o pequeno país do sul da Europa e vê na China um dos principais veículos desse investimento.

Refira-se também que do seu lado tem Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal e filiado também no PSD, que tem excelente relação com Xi Jinping, tendo trocado ainda recentemente palavras elogiosas para com o líder da China.

“Poucos Povos e Estados no mundo podem afirmar, como Portugal e China, que mantêm, ininterruptamente, há cinco séculos, uma relação de convivência territorial, cultural, económica, social e política, apesar da distância geográfica. Nascida no tempo dos Impérios, traduziu-se, há 45 anos, em relações diplomáticas, que atravessaram o final do século XX e o início do século XXI. Viram nesses anos visitas de todos os Presidentes de Portugal à República Popular da China e Presidentes da China à República Portuguesa. Viram, em 1999, a negociada, pacífica e bem-sucedida transferência da soberania de Macau para a China. Viram o desenvolvimento de relações bilaterais e também envolvendo a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, nomeadamente através do Fórum Macau. Viram áreas de atuação comum a nível multilateral, como a ação climática, os oceanos, as migrações, o desenvolvimento sustentável ou a atenção ao papel de relevantes organizações internacionais. Viram, é certo, perspetivas muito diversas em princípios fundamentais, sem desperdiçar as lições de séculos de partilha de vivências, bem como de décadas de diálogo constante. Este ano de 2024, em que se evocam quase cinco séculos de descoberta recíproca, quarenta e cinco anos de relações diplomáticas, vinte e cinco anos de solução acordada sobre Macau e vinte anos do Fórum Macau, sem esquecer a visita de Vossa Excelência a Portugal, em 2018, e a minha visita à China, em 2019, e como elas representaram a prova de que há conhecimentos mútuos de séculos que explicam o que as divergências de cada instante não conseguiriam explicar”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

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